Questão nº 34

Questão de Jornalismo · FCC ALAP 2019 (nº 34)

FCC2019Analista Legislativo - Comunicador Social/JornalismoJornalismo
Gabarito: Dver comentário ↓

Nos anos 1960, um livro propôs uma análise estruturalista dos meios de comunicação, num momento em que vários paradigmas divergiam sobre o tema. Para o seu autor, a teoria crítica frankfurtiana via os processos de comunicação com negatividade, do outro, correntes como a funcionalista norte-americana e a midialógica de McLuhan entendiam as mudanças na comunicação como um processo virtuoso, derivado da democratização e da integração cultural. O livro e o autor são, respectivamente,

Resposta comentada

Gabarito Alternativa D

O conceito-chave é a dicotomia apocalípticos vs. integrados: de um lado, os que veem a cultura de massa como degeneração (frankfurtianos); do outro, os que a veem como democratização e progresso (funcionalistas e McLuhan). Umberto Eco, em 1964, propôs superar essa briga, analisando os meios de forma estruturalista, sem maniqueísmo.

  • (A) Incorreta: Pierre Lévy escreveu sobre cibercultura e inteligência coletiva nos anos 1990, não nos 1960, e não faz essa análise dicotômica dos meios.
  • (B) Incorreta: Adorno é justamente um dos "apocalípticos" criticados no livro; sua obra é um manifesto da negatividade, não uma análise estruturalista que supera a polarização.
  • (C) Incorreta: Martín-Barbero (anos 1980) propõe mediações culturais, mas não a tipologia "apocalípticos/integrados" e não dialoga diretamente com McLuhan nesse marco.
  • (D) Correta: Umberto Eco, em Apocalípticos e Integrados, sistematiza exatamente essa polarização entre a crítica negativa (frankfurtiana) e a visão positiva (funcionalista/mcluhaniana), propondo uma leitura estruturalista dos meios.
  • (E) Incorreta: Armand Mattelart é um crítico da economia política da comunicação, com obras posteriores, sem o recorte histórico e conceitual dos anos 1960 descrito na questão.

Armadilha da banca no distrator mais tentador (C): Martín-Barbero parece atraente porque também fala de "mediações" e crítica cultural, mas o livro dele é de 1987 e não usa a nomenclatura "apocalípticos/integrados". A banca testa se você associa o termo exato ao autor certo, não apenas o tema geral.

Fonte: FCC ALAP 2019 Analista Legislativo - Comunicador Social/Jornalismo (Caderno Tipo 001). Reproduzida para fins de estudo.

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