Questão nº 2

Questão de Conhecimentos Gerais · CESGRANRIO CPNU 2024 (nº 2)

CESGRANRIO2024ComumConhecimentos Gerais
Gabarito: Aver comentário ↓

A teoria da separação dos Poderes da República tem desempenhado um papel primordial na conformação do chamado Estado Constitucional.
Dessa forma, reconhece-se que

Resposta comentada

Gabarito Alternativa A

O conceito-chave é que a separação dos Poderes não é um muro intransponível, mas uma divisão de funções com freios e contrapesos. O Judiciário pode (e deve) corrigir omissões graves do Executivo ou do Legislativo quando isso for necessário para garantir direitos fundamentais (como saúde e educação), pois ele não está "governando", mas fazendo cumprir a Constituição.

  • (A) Correta: A intervenção do Judiciário em políticas públicas, quando há omissão grave ou falha na entrega de um direito fundamental, é legítima e não viola a separação dos poderes, pois apenas obriga o Estado a cumprir o que a Constituição já determina.
  • (B) Incorreta: O Judiciário pode e deve analisar a legalidade das sanções do Executivo (como multas tributárias), pois todo ato administrativo está sujeito ao controle judicial; a separação de poderes não impede o controle de legalidade.
  • (C) Incorreta: É exatamente o oposto: o Judiciário pode determinar que a Administração adote medidas para assegurar direitos essenciais, quando há omissão injustificável, sem que isso configure violação do princípio.
  • (D) Incorreta: O Judiciário não controla o mérito (conteúdo) das normas regimentais internas das Casas Legislativas, pois isso é assunto interno do Poder Legislativo; ele só pode analisar se a norma respeita a Constituição, mas não interpretar o "sentido e alcance" para substituir a vontade do Parlamento.
  • (E) Incorreta: As CPIs podem requerer quebra de sigilo bancário, desde que haja fundamento, fato determinado e decisão motivada, pois isso é um poder de investigação próprio, não violando a separação de poderes.

Armadilha do distrator mais tentador (D): A banca tenta confundir o aluno com a ideia de que o Judiciário pode "revisar tudo". A pegadinha é que ele pode controlar a constitucionalidade de atos do Legislativo (inclusive regimentos), mas não pode se imiscuir na interpretação interna (o "mérito" da norma regimental) para dizer como a Casa deve funcionar, sob pena de violar a autonomia organizativa do Parlamento.

Fonte: CESGRANRIO CPNU 2024 Conhecimentos Comuns. Reproduzida para fins de estudo.

Continue estudando

Estudar é izi

Pratique milhares de questões como esta, de graça, com explicação e gamificação no Quizinho.

Estudar de graça no Quizinho