Questão nº 37
Questão de Administração · CESGRANRIO BNDES 01/2024 (nº 37)
O analista de crédito de uma instituição financeira pública é responsável pela avaliação da viabilidade financeira e do risco de crédito dos projetos e empresas solicitantes. Ao tomar conhecimento de que a empresa de uma amiga de infância havia solicitado a concessão de um empréstimo à instituição, destinado a incrementar a realização de obras de engenharia civil, ele decide agilizar a análise para favorecê-la, possibilitando-lhe ultrapassar a longa fila de outras empresas postulantes.
A conduta desse funcionário
- Acontraria o princípio da hierarquia.
- Bcontraria o princípio da publicidade.
- Ccontraria o princípio da moralidade. (alternativa correta)
- Drespeita o princípio da eficiência.
- Erespeita o princípio da dignidade da pessoa humana.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa C
O princípio da moralidade exige que o agente público atue com honestidade, ética e boa-fé, não apenas dentro da lei, mas também com retidão de caráter. Usar o cargo para beneficiar um amigo pessoal, furando uma fila de outros postulantes, é um claro desvio de finalidade e viola a confiança pública.
- (A) Incorreta: A hierarquia trata da subordinação entre cargos e ordens; o problema aqui não é desobedecer a um superior, mas sim o favorecimento pessoal.
- (B) Incorreta: A publicidade exige transparência e divulgação dos atos; a conduta foi antiética, mas o vício principal não é a falta de divulgação, e sim a quebra da imparcialidade.
- (C) Correta: O ato de agilizar a análise para favorecer uma amiga, em detrimento de outros, contraria diretamente o princípio da moralidade, pois viola a ética, a honestidade e a impessoalidade esperadas de um agente público.
- (D) Incorreta: A eficiência busca o melhor resultado com os recursos disponíveis, mas não pode ser usada como justificativa para beneficiar terceiros; a agilidade aqui foi um meio para um fim ilegítimo.
- (E) Incorreta: A dignidade da pessoa humana é um fundamento da República, mas não se aplica a este caso, que trata de um desvio ético no serviço público, e não de um direito fundamental da pessoa.
Armadilha da banca no distrator (D): A pegadinha clássica é achar que "agilizar" é ser eficiente. A banca quer que você perceba que eficiência sem moralidade e impessoalidade é um ato ilegal. O servidor não agilizou por interesse público, mas sim por interesse privado, o que torna a conduta imoral, e não eficiente.
Fonte: CESGRANRIO BNDES 01/2024 Analista - Administração (Caderno Prova 1). Reproduzida para fins de estudo.