Questão nº 42

Questão de Economia · CEBRASPE SEFAZ-RJ Auditor 2025 - Específicos II (nº 42)

CEBRASPE2025Auditor Fiscal da Receita EstadualEconomia
Gabarito: Ever comentário ↓

No debate sobre justiça tributária, equidade e eficiência econômica, é essencial a compreensão dos efeitos práticos da estrutura dos tributos diretos e indiretos.

Considerando a afirmativa precedente no contexto da realidade do sistema tributário brasileiro, assinale a opção correta em relação à análise técnica sobre os efeitos redistributivos dos tributos.

Resposta comentada

Gabarito Alternativa E

Conceito-chave: Justiça tributária não é sobre quanto o governo arrecada, mas sobre quem paga a conta. Um tributo é regressivo quando consome uma fatia maior da renda de quem ganha pouco; é progressivo quando a fatia cresce conforme a renda aumenta. No Brasil, os tributos indiretos (sobre consumo, como ICMS e IPI) são regressivos, e os diretos (sobre renda e patrimônio) têm falhas que não corrigem isso.

  • (A) Incorreta: A distinção entre progressividade e regressividade é central para avaliar equidade; critérios de arrecadação e equilíbrio orçamentário não substituem a análise de quem paga mais, apenas medem o volume total.
  • (B) Incorreta: A armadilha aqui é a palavra "sempre". Tributos diretos podem ser proporcionais ou até regressivos na prática, pois dependem de deduções, isenções e brechas legais; a estrutura escalonada existe, mas não garante justiça se os ricos usam artifícios para pagar menos.
  • (C) Incorreta: A não cumulatividade evita cascata, mas não torna o tributo neutro; as alíquotas no Brasil são variáveis (bens essenciais podem ter carga alta e supérfluos, baixa), e a seletividade em função da essencialidade é raramente aplicada de forma correta.
  • (D) Incorreta: Transferências e cashback existem, mas são parciais e limitados; não compensam integralmente a regressividade, pois não atingem toda a população nem devolvem o total pago, e o cashback ainda é um mecanismo incipiente.
  • (E) Correta: Tributos indiretos incidem sobre o consumo, e os pobres comprometem quase toda a renda com consumo; os ricos poupam. Isso torna a carga regressiva. O agravamento vem dos tributos diretos: imposto de renda com deduções generosas e isenção de lucros e dividendos, que beneficiam os mais ricos, criando um sistema que não redistribui renda.

Fonte: CEBRASPE SEFAZ-RJ Auditor 2025 - Específicos II Auditor Fiscal da Receita Estadual (Caderno Conhecimentos Específicos II). Reproduzida para fins de estudo.

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