Questão nº 95

Questão de Administração Financeira e Orçamentária · FGV TCU 2021 (nº 95)

FGV2021Auditor Federal de Controle Externo - Área Controle Externo (AUFC-CE)Administração Financeira e Orçamentária
Gabarito: Dver comentário ↓

Apesar dos esforços que têm aperfeiçoado o processo de planejamento orçamentário na administração pública brasileira, há previsão da realização de alterações orçamentárias ao longo do exercício financeiro. Tais alterações são limitadas, entre outros fatores, por imposições legais e restrições de recursos.
Um desafio para o controle externo analisar o montante e o impacto da abertura de créditos adicionais no orçamento é a:

Resposta comentada

Gabarito Alternativa D

Créditos adicionais são autorizações de despesa que o governo faz fora do orçamento original, para ajustar o planejamento financeiro ao longo do ano. Existem três tipos: suplementares (para reforçar gastos já previstos, mas insuficientes), especiais (para gastos novos, não previstos) e extraordinários (para gastos urgentes e imprevistos, como calamidades).

  • (A) Incorreta: Embora a abertura de créditos extraordinários por medida provisória seja um processo que exige fiscalização, não há uma "falta de controle" inerente; essas MPs são submetidas à apreciação do Congresso Nacional e à fiscalização do Tribunal de Contas. O desafio não é a ausência de controle, mas a complexidade da análise.
  • (B) Incorreta: É possível alterar atributos de um crédito orçamentário, como a modalidade de aplicação, por meio de instrumentos como o remanejamento ou a transposição, desde que observadas as regras legais.
  • (C) Incorreta: A reabertura de créditos especiais e extraordinários do exercício anterior é uma prática legal e prevista na Lei 4.320/64 (art. 43, §2º). Embora adicione complexidade, é um procedimento conhecido e regulamentado, não sendo o principal desafio para a análise do montante e impacto das alterações.
  • (D) Correta: A Lei Orçamentária Anual (LOA) geralmente estabelece um limite percentual para a abertura de créditos suplementares. No entanto, os créditos especiais e extraordinários não estão sujeitos a esse mesmo limite global. Isso significa que o volume total de alterações orçamentárias pode ser significativamente maior do que o indicado pelo limite dos suplementares, dificultando para o controle externo avaliar o verdadeiro montante e impacto das mudanças no orçamento original, pois uma parte substancial das alterações "escapa" dessa limitação principal.
  • (E) Incorreta: A recorrência de situações emergenciais justifica a abertura de créditos extraordinários, que de fato flexibilizam as regras. Contudo, o desafio para o controle não é a ocorrência das emergências em si, mas sim o mecanismo legal que permite que essas alterações (e outras, como os créditos especiais) não sejam contabilizadas dentro do limite geral estabelecido para os créditos suplementares, conforme explicado na alternativa D.

Fonte: FGV TCU 2021 Auditor Federal de Controle Externo - Área Controle Externo (AUFC-CE) (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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