Questão nº 41

Questão de Direito Administrativo e Ética no Serviço Público · FGV Sefaz-MT 2023 - Manhã (nº 41)

FGV2023Fiscal de Tributos EstaduaisDireito Administrativo e Ética no Serviço Público
Gabarito: Aver comentário ↓

Maria, fiscal de Tributos Estaduais do Mato Grosso, em abril de 2023, agiu negligentemente na arrecadação de tributo.
De acordo com o atual texto da Lei de Improbidade Administrativa, em tese, Maria

Resposta comentada

Gabarito Alternativa A

  • (A) Correta: após a reforma da Lei nº 8.429/1992 pela Lei nº 14.230/2021, a improbidade que causa prejuízo ao erário passou a exigir dolo, de modo que a conduta meramente negligente de Maria não configura, em tese, improbidade; mas agir ilicitamente na arrecadação tributária pode, em tese, configurar ato de improbidade que causa prejuízo ao erário quando praticado com dolo.
  • (B) Incorreta: não houve revogação de dispositivo que tipifique a conduta dolosa na arrecadação tributária como ímproba; o que mudou foi a exigência de dolo, não a supressão da conduta do rol de ilícitos.
  • (C) Incorreta: a multa civil por ato que causa prejuízo ao erário está limitada a até 2 (duas) vezes o valor do dano, e não 24 vezes a remuneração.
  • (D) Incorreta: a suspensão dos direitos políticos para atos que causam prejuízo ao erário varia de 5 a 8 anos, e não 12 anos, além de depender de dolo comprovado, ausente na conduta meramente negligente narrada.
  • (E) Incorreta: a perda da função pública como sanção pressupõe a configuração de ato de improbidade doloso, o que não ocorre na conduta meramente negligente descrita.

Fonte: FGV Sefaz-MT 2023 - Manhã Fiscal de Tributos Estaduais (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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