Questão nº 63
Questão de Física · FGV PCAM 2021 (nº 63)
Duas fontes pontuais e emitem ondas de mesma frequência. Utiliza-se um detector D para registrar as intensidades dessas ondas. Verifica-se experimentalmente que ao ser colocado no ponto médio M, equidistante das fontes e , como ilustra a figura, o detector D registra um máximo de intensidade.

Num primeiro experimento, mantém-se as fontes fixas e desloca-se o detector D ao longo da direção . Nesse caso, o detector registra um mínimo de intensidade, pela primeira vez, quando se encontra a uma distância X do ponto médio M.
Num segundo experimento, mantém-se o detector fixo no ponto M e faz-se uma das fontes dele se aproximar ao longo da direção . Nesse caso, o detector registra um mínimo de intensidade, pela primeira vez, quando a fonte se encontra a uma distância Y de sua posição original.
Essas distâncias X e Y são tais que
- A.
- B. (alternativa correta)
- CX = Y.
- DX = 2Y.
- EX = 4Y.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa B
Quando duas ondas da mesma frequência se encontram, elas podem se somar (interferência construtiva, resultando em um máximo de intensidade) ou se subtrair (interferência destrutiva, resultando em um mínimo de intensidade). Isso depende da diferença de percurso (a diferença nas distâncias que cada onda viajou de sua fonte até o ponto de encontro). Para um máximo, a diferença de percurso deve ser um múltiplo inteiro do comprimento de onda (). Para um mínimo, deve ser um múltiplo ímpar de meio comprimento de onda ().
Análise do problema:
-
Condição inicial: No ponto médio M, a diferença de percurso é zero (). O detector registra um máximo. Isso significa que as fontes estão em fase, pois , que é uma condição de máximo.
-
Primeiro experimento:
- O detector D se move ao longo da linha por uma distância X a partir de M.
- Vamos supor que a distância inicial .
- Quando D se move X, as novas distâncias são e .
- A diferença de percurso é .
- Para o primeiro mínimo de intensidade, a diferença de percurso deve ser (onde é o comprimento de onda).
- Portanto, .
-
Segundo experimento:
- O detector D permanece fixo em M.
- Uma das fontes (digamos ) se move em direção a M por uma distância Y.
- A distância de a M se torna .
- A distância de a M permanece .
- A diferença de percurso é .
- Para o primeiro mínimo de intensidade, a diferença de percurso deve ser .
- Portanto, .
Comparando X e Y:
Temos e .
Podemos ver que , ou seja, .
(A) Incorreta: Esta alternativa implicaria , o que não é consistente com nossos cálculos.
(B) Correta: Nossos cálculos mostram que e . Substituindo na expressão para , obtemos .
(C) Incorreta: Esta alternativa implicaria , o que não é consistente com nossos cálculos. A armadilha aqui seria calcular a diferença de percurso no primeiro experimento como X em vez de 2X. Se a diferença fosse X, então , o que levaria a . No entanto, o movimento do detector da posição central X para um lado aumenta a distância para uma fonte em X e diminui para a outra em X, resultando em uma diferença total de 2X.
(D) Incorreta: Esta alternativa implicaria , o que não é consistente com nossos cálculos.
(E) Incorreta: Esta alternativa implicaria , o que não é consistente com nossos cálculos.
Fonte: FGV PCAM 2021 Perito Criminal - 4ª Classe - Física (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.