Questão nº 7

Questão de Língua Portuguesa · FGV MPRJ 2019 (nº 7)

FGV2019Comum Analistas MPRJ 2019Língua Portuguesa
Gabarito: Aver comentário ↓

Numa das crônicas de Luis Fernando Verissimo, o cronista aborda um problema de comunicação por meio da língua:
Visita a Praga. Todo turista viaja acompanhado pela danação de Babel. Falar português bem alto e bem explicado não funciona, e o inglês é uma língua universal só até certo ponto. Nunca sentimos tanto a falta de uma língua comum como numa visita que fizemos a Praga, há alguns anos”.


O termo “danação de Babel” (texto 3) se refere:

Resposta comentada

Gabarito Alternativa A

Conceito-chave: A expressão “danação de Babel” remete à história bíblica da Torre de Babel, em que a humanidade, que falava uma só língua, foi punida por Deus com a confusão das línguas — ou seja, a multiplicidade de idiomas que impede a comunicação universal. No texto, o cronista usa isso para explicar por que o turista não consegue se fazer entender em Praga: não é falta de esforço, é a diversidade linguística que cria o problema.

  • (A) Correta: É o gabarito. “Danação de Babel” é uma metáfora direta da pluralidade de línguas no mundo, que gera barreiras de comunicação — exatamente o que o cronista descreve ao tentar se comunicar em Praga.
  • (B) Incorreta: A armadilha aqui é confundir efeito com causa. O desconhecimento de outros idiomas é uma consequência da diversidade, não a “danação” em si. A banca quer ver se você percebe que o termo aponta para a existência de muitas línguas, não para a ignorância individual do viajante.
  • (C) Incorreta: Reduz o problema a uma limitação pessoal (“cada um só conhece a própria língua”), mas a expressão bíblica fala da estrutura do mundo (muitos idiomas), não do conhecimento de cada falante. O cronista até tenta falar inglês e português — o problema é que existem outras línguas, não que ele não as conheça.
  • (D) Incorreta: É o distrator mais tentador, pois o texto menciona “falta de uma língua comum”. Porém, “danação de Babel” não defende o esperanto nem propõe solução; apenas descreve o fato da diversidade. A banca quer pegar quem lê rápido e acha que o termo significa “ausência de língua universal” — mas a ausência é consequência, não o sentido da expressão.
  • (E) Incorreta: “Sons comuns” é um desvio técnico falso. A confusão de Babel não é sobre fonética (sons), mas sobre códigos linguísticos distintos (palavras, gramática, vocabulário). Não há base no texto nem na metáfora para essa leitura.

Fonte: FGV MPRJ 2019 Conhecimentos Comuns (Analistas MPRJ 2019) (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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