Questão nº 33

Questão de Cirurgia Cardiovascular · FGV FHEMIG 2023 (nº 33)

FGV2023Cirurgia CardiovascularCirurgia Cardiovascular
Gabarito: Aver comentário ↓

A plastia valvar mitral é considerada uma boa opção no tratamento da insuficiência mitral, desde que realizada por grupos cirúrgicos experientes, onde haja monitorização por ecocardiografia trans-esofágica per-operatória, entre outros requisitos.
Devemos considerar a possibilidade de plastia valvar mitral quando

Resposta comentada

Gabarito Alternativa A

O conceito-chave é que a plastia valvar mitral (reparo da válvula mitral) é preferível à troca da válvula sempre que possível, pois preserva a válvula nativa e evita complicações. Para que o reparo seja uma "boa opção", a válvula deve ter tecido suficiente e saudável para ser reconstruída, sem calcificação extensa, fusão ou destruição que impeça o funcionamento adequado.

  • (A) Correta: A dilatação do anel mitral é uma causa muito comum de insuficiência mitral, especialmente a funcional. A correção envolve a redução do tamanho do anel (anuloplastia), o que é uma técnica padrão e altamente eficaz na plastia valvar. A falha de coaptação em P2 (segmento posterior do folheto posterior) é frequentemente causada por prolapso ou dilatação do anel e é uma das lesões mais favoráveis para reparo, com diversas técnicas cirúrgicas bem estabelecidas e com alta taxa de sucesso. Este cenário representa uma indicação clássica e favorável para a plastia.
  • (B) Incorreta: A perda total de sustentação do folheto anterior (folheto flail) indica um dano extenso. Embora a plastia do folheto anterior seja possível por grupos experientes (geralmente com uso de neocordas), ela é tecnicamente mais desafiadora e complexa do que o reparo do folheto posterior ou da dilatação anular. A palavra "totalmente" sugere uma extensão que, embora não seja uma contraindicação absoluta, torna o reparo mais difícil e com resultados potencialmente menos previsíveis a longo prazo em comparação com a alternativa A. A armadilha aqui é que é possível reparar, mas a alternativa A descreve uma situação mais ideal para o reparo.
  • (C) Incorreta: A fusão total do aparato subvalvar (cordoalhas e músculos papilares) é característica da doença reumática avançada. Essa condição leva à restrição severa do movimento dos folhetos, tornando a válvula rígida e disfuncional. Nesses casos, o tecido da válvula está doente e não pode ser adequadamente remodelado ou restaurado, sendo geralmente uma contraindicação para a plastia, exigindo a troca valvar.
  • (D) Incorreta: A ruptura das cordoalhas nos segmentos A1 e A2 (do folheto anterior) também resulta em folheto flail. Assim como na alternativa B, o reparo do folheto anterior é mais complexo e desafiador do que o do folheto posterior. Embora seja uma condição passível de reparo por cirurgiões experientes, a alternativa A descreve uma situação mais favorável e com maior taxa de sucesso para a plastia.
  • (E) Incorreta: Folhetos calcificados e retraídos indicam dano estrutural irreversível ao tecido da válvula. A calcificação torna o tecido rígido e quebradiço, impossibilitando a manipulação e a sutura eficazes, enquanto a retração impede a coaptação adequada. Nesses casos, a plastia não é viável, sendo necessária a troca da válvula.

Fonte: FGV FHEMIG 2023 Cirurgia Cardiovascular (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

Continue estudando

Estudar é izi

Pratique milhares de questões como esta, de graça, com explicação e gamificação no Quizinho.

Estudar de graça no Quizinho