Questão nº 24

Questão de Direito Constitucional · FGV ALEP 2024 (nº 24)

FGV2024Comum Analista LegislativoDireito Constitucional
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O exercício das atribuições da Procuradoria-Geral do Estado é privativo dos procuradores integrantes da carreira, que será organizada e regida por estatuto próprio, definido em lei, com observância dos artigos 39 e 132 da Constituição Federal de 1988.
Diante do exposto, de acordo com a Constituição do Estado do Paraná e da República e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, é correto afirmar que

Resposta comentada

Gabarito Alternativa B

Os Procuradores do Estado são advogados públicos que representam judicial e extrajudicialmente o Estado, defendendo seus interesses jurídicos. Sua organização em carreira e as garantias de seus membros são estabelecidas pela Constituição Federal e pelas Constituições Estaduais, sempre em conformidade com os princípios e regras da Carta Magna.

  • (A) Incorreta: A Constituição Federal não exige que o Procurador-Geral do Estado seja escolhido dentre os integrantes da carreira. Essa é uma prerrogativa do chefe do Poder Executivo estadual, e a ausência de tal restrição na Constituição Estadual não ofende a Constituição da República.
  • (B) Correta: A Constituição Federal (Art. 132) não prevê a prerrogativa da inamovibilidade para os Procuradores dos Estados. O Supremo Tribunal Federal (STF) tem entendimento consolidado de que a extensão dessa garantia (que é própria da magistratura e do Ministério Público) aos Procuradores do Estado por meio de Constituição Estadual ofende o modelo federal de organização das carreiras públicas, sendo, portanto, inconstitucional.
  • (C) Incorreta: A armadilha aqui está no prazo de estabilidade. O ingresso na carreira por concurso público de provas e títulos é correto (Art. 132, CF/88). No entanto, a estabilidade para os Procuradores dos Estados ocorre após três anos de efetivo exercício, mediante avaliação de desempenho, conforme o parágrafo único do Art. 132 da Constituição Federal, e não após dois anos.
  • (D) Incorreta: A Constituição Federal não proíbe que as Constituições Estaduais ou leis ordinárias vedem a percepção de honorários de sucumbência pelos Procuradores do Estado. Pelo contrário, a regulamentação sobre honorários é matéria de legislação estadual, e a vedação não configura ofensa à Carta Magna.
  • (E) Incorreta: O Supremo Tribunal Federal já decidiu que é constitucional a vedação do exercício da advocacia privada pelos Procuradores do Estado, pois essa proibição visa assegurar a dedicação exclusiva ao serviço público e evitar conflitos de interesse, não havendo ofensa à Constituição da República.

Fonte: FGV ALEP 2024 Conhecimentos Comuns (Analista Legislativo) (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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