Questão nº 3
Questão de Língua Portuguesa · FGV ALEP 2024 (nº 3)
FGV2024Comum Analista LegislativoLíngua Portuguesa
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Um dos Evangelhos traz a seguinte passagem:
“Se alguém não vos recebe e não dá ouvidos a vossas palavras, saí daquela casa ou daquela cidade e sacudi o pó de vossos pés”.
A tradução do texto do Evangelho de Mateus traz alguns problemas, entre os quais está
- Ao termo “daquela cidade” não mostra, nesse segmento, um antecedente explícito. (alternativa correta)
- Bos possessivos “vossas” e “vossos” estão mal-empregados porque o texto está expresso em terceira pessoa.
- Ca forma do imperativo “sacudi” deveria ser substituída por “sacudam”.
- Das formas do demonstrativo “aquela” e “aquele” deveriam ser respectivamente substituídas por “essa” e “esse”.
- Ea forma popular “dá ouvidos” deveria ser substituída por uma só forma verbal, como “escuta”.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa A
O antecedente explícito é a palavra ou expressão que foi mencionada anteriormente no texto e à qual um pronome ou outro termo se refere diretamente, garantindo a clareza e a coesão da frase.
- (A) Correta: O termo “daquela cidade” não tem uma referência clara e direta no segmento anterior do texto. Embora "aquela casa" possa ser inferida como a casa do "alguém" que não os recebe, a "cidade" não foi mencionada antes, deixando sua referência ambígua ou dependente de um contexto externo não fornecido.
- (B) Incorreta: Os possessivos “vossas” e “vossos” estão empregados corretamente para a segunda pessoa do plural ("vós"), que é a forma de tratamento utilizada nos verbos imperativos "saí" e "sacudi". O texto não está expresso inteiramente na terceira pessoa.
- (C) Incorreta: A forma “sacudi” é o imperativo da segunda pessoa do plural ("vós") do verbo "sacudir", e está em concordância com a forma de tratamento "vós" implícita no restante da passagem ("vos", "vossas", "vossos", "saí").
- (D) Incorreta: As formas “aquela” e “aquele” são demonstrativos que indicam algo distante do falante e do ouvinte, ou algo referido de forma geral. Não há um erro gramatical ou de uso que exija a substituição por “essa” e “esse”, que indicariam algo mais próximo do ouvinte ou recém-mencionado.
- (E) Incorreta: “Dar ouvidos” é uma expressão idiomática perfeitamente aceitável e comum na língua portuguesa, significando "escutar" ou "atender". Não é uma forma "popular" no sentido de incorreta ou inadequada para o contexto.
Fonte: FGV ALEP 2024 Conhecimentos Comuns (Analista Legislativo) (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.