Questão nº 28
Questão de Odontologia · FCC TRT22 2022 (nº 28)
Atenção: Para responder às questões de números 28 e 29, considere as informações a seguir.
Paciente com 24 anos de idade, sexo feminino, recebeu do cirurgião-dentista operacional responsável por seu tratamento, a indicação de tomadas radiográficas interproximais das regiões posteriores direita e esquerda, com objetivo de detecção de cárie dentária. O prontuário da paciente registra que, há 6 meses, foram efetuadas tomadas radiográficas interproximais nessas regiões anatômicas.
A decisão sobre pedir a realização das radiografias interproximais deve considerar
Este texto de apoio vale também pra questão nº 29.
- Ao tratamento a ser realizado, baseada na avaliação radiográfica, que é mais conservadora.
- Ba superioridade da radiografia na detecção de lesões proximais em esmalte quando comparada à inspeção visual.
- Co intervalo de 6 meses entre os exames radiográficos, devido à elevada proporção de resultados falso-negativos.
- Do risco reduzido de exposição da paciente à radiação ionizante quando se utiliza a técnica do paralelismo.
- Ea necessidade de avaliar o risco de cárie e a atividade das lesões cariosas, bem como o benefício oferecido à paciente. (alternativa correta)
Resposta comentada
Gabarito Alternativa E
O conceito-chave para decidir sobre a realização de radiografias interproximais é sempre equilibrar o benefício diagnóstico com o risco da exposição à radiação. Isso significa que a decisão não é automática, mas sim baseada na necessidade real de obter informações que impactem o tratamento do paciente, considerando seu histórico e risco individual.
- (A) Incorreta: A avaliação radiográfica informa o tratamento, mas a decisão de pedir a radiografia não é primariamente sobre o tratamento ser mais conservador. A radiografia é uma ferramenta de diagnóstico, não um método de tratamento conservador em si.
- (B) Incorreta: Embora seja verdade que a radiografia é superior à inspeção visual para detectar lesões proximais em esmalte, esta alternativa apresenta uma verdade geral sobre a utilidade da radiografia, mas não aborda o processo de decisão para solicitar o exame, especialmente considerando que a paciente já realizou o procedimento há 6 meses. A armadilha aqui é que a afirmação é factualmente correta, mas não é a razão primária e suficiente para a decisão de re-pedir o exame neste contexto específico. A decisão vai além da mera superioridade diagnóstica e envolve a necessidade e o risco.
- (C) Incorreta: O intervalo de 6 meses é um fator a ser considerado, mas a justificativa de "elevada proporção de resultados falso-negativos" para re-pedir o exame não é correta. Se houvesse muitos falso-negativos, isso indicaria uma limitação do método, não uma razão para repeti-lo sem considerar outros fatores. Geralmente, um intervalo de 6 meses é considerado curto para pacientes de baixo ou moderado risco, e a decisão de repetir deve ser bem justificada.
- (D) Incorreta: A técnica do paralelismo (ou bitewing, que é a técnica para interproximais) é importante para minimizar a dose de radiação e otimizar a imagem, mas a redução do risco de exposição não é a razão para solicitar a radiografia. A decisão é se a radiografia é necessária apesar da exposição, e a técnica adequada apenas garante que, se for necessária, a exposição seja a menor possível (princípio ALARA).
- (E) Correta: A decisão de solicitar radiografias interproximais deve ser baseada em uma avaliação individualizada do paciente, considerando seu risco de cárie (se é alto, moderado ou baixo), a atividade das lesões cariosas (se estão progredindo ou não) e o benefício real que a informação radiográfica trará para o planejamento do tratamento, superando o risco da exposição à radiação. O fato de a paciente ter feito o exame há 6 meses reforça a necessidade de reavaliar esses fatores antes de uma nova exposição.
Fonte: FCC TRT22 2022 Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade Odontologia (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.