Questão nº 1

Questão de Língua Portuguesa · FCC TRT-11 2024 (nº 1)

FCC2024Comum TRT11 Grupo ALíngua Portuguesa
Gabarito: Cver comentário ↓

Temos que acreditar

Será que podemos entender o mundo sem algum tipo de crença? Esta é uma pergunta central na dicotomia entre ciência e fé.

De fato, o modo como um indivíduo escolhe responder a ela determina, em grande parte, como se relaciona com o mundo e a vida em geral. Contrastando as explicações míticas e científicas da realidade, podemos dizer que muitos religiosos buscam explicar o desconhecido com o desconhecível, enquanto a ciência busca explicar o desconhecido com o conhecível.

Muito da tensão entre ciência e fé vem da suposição de que existem duas realidades mutuamente incompatíveis, uma dentro deste mundo (e, portanto, "conhecível" através da aplicação diligente do método científico) e outro fora dele (e, portanto, "desconhecível", relacionada tradicionalmente à crença religiosa).

Mitos religiosos permitem que os que neles creem transcendam sua "situação histórica", a perplexidade que sentimos ao compreendermos que somos criaturas delimitadas pelo tempo, cada um com uma história que tem um começo e um fim. Em um nível mais pragmático, explicações míticas de fenômenos naturais são tentativas pré-científicas de dar sentido àquilo que existe além do controle humano. A motivação por trás dessas explicações não é tão diferente daquela da ciência, já que ambas tentam de alguma forma revelar mecanismos por trás dos fenômenos naturais: afinal, tanto deuses quanto forças físicas fazem coisas acontecer, mesmo que de formas radicalmente distintas.

Tanto o cientista quanto o crente acreditam em causas não compreendidas, ou seja, em coisas que ocorrem por razões desconhecidas, mesmo que a natureza da causa seja completamente diferente para cada um.


As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:

Resposta comentada

Gabarito Alternativa C

A concordância verbal é a regra gramatical que exige que o verbo (a ação) ajuste sua forma (singular ou plural) para combinar com o número e a pessoa do seu sujeito (quem pratica ou sofre a ação).

(A) Incorreta: O sujeito de "venham a faltar" é "o acerto necessário", que está no singular. O verbo deveria ser "venha a faltar". A proximidade de "aos cientistas" (objeto indireto plural) é a armadilha da banca.
(B) Incorreta: O sujeito de "possibilitam" é "O aprimoramento", que está no singular. O verbo deveria ser "possibilita". Além disso, o sujeito de "inspiram" é "o empreendimento", que também está no singular, exigindo "inspira".
(C) Correta: O sujeito de "resta" é "o dever de encontrar respostas", que está no singular, e o verbo "resta" também está no singular. O sujeito de "intrigue" é "todo e qualquer mistério", que está no singular, e o verbo "intrigue" também está no singular.
(D) Incorreta: A construção correta para "Não são de se supor que..." seria "Não É de se supor que...", pois o sujeito é a oração substantiva. Além disso, o sujeito de "intriga" é "os mistérios" (plural), exigindo "intrigam". O sujeito de "preocupe" também é "os mistérios" (plural), exigindo "preocupem".
(E) Incorreta: O sujeito de "podem faltar" é "o apoio da fé", que está no singular. O verbo deveria ser "não PODE faltar". A proximidade de "aos religiosos" (objeto indireto plural) é a armadilha da banca.

Fonte: FCC TRT-11 2024 Conhecimentos Comuns (TRT11 Grupo A) (Caderno Tipo 004). Reproduzida para fins de estudo.

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