Questão nº 42

Questão de Jornalismo · FCC ALAP 2019 (nº 42)

FCC2019Analista Legislativo - Comunicador Social/JornalismoJornalismo
Gabarito: Cver comentário ↓

Sobre a indústria cultural, é correto afirmar que foi uma expressão

Resposta comentada

Gabarito Alternativa C

Indústria cultural é o nome que Adorno e Horkheimer deram à produção de bens culturais (filmes, músicas, programas de TV) em série, como se fossem fábricas. O objetivo não é arte, mas lucro e controle: tudo é padronizado (mesmas fórmulas, finais previsíveis) para criar consumidores passivos. O termo foi criado justamente para não confundir com "cultura de massa", que seria algo espontâneo, vindo do povo — a indústria cultural é imposta de cima para baixo.

  • (A) Incorreta: Foi Adorno e Horkheimer, não Walter Benjamin, quem cunhou o termo; além disso, a indústria cultural não é "produzida pelas massas", e sim para as massas.
  • (B) Incorreta: A indústria cultural não se diferencia da cultura erudita para "produzir cultura popular"; ela engole a erudição e a transforma em mercadoria, e a cultura popular espontânea é justamente o que ela destrói.
  • (C) Correta: Exato: Adorno e Horkheimer criaram o termo para evitar a confusão com "cultura de massa" (que sugeriria algo criado pelo povo). A indústria cultural é serializada e padronizada, feita para manipular e gerar lucro.
  • (D) Incorreta: Habermas não participou da criação do conceito (ele é da geração seguinte); a indústria cultural não é "agendamento" de opinião pública, e sim produção de mercadorias culturais.
  • (E) Incorreta: Umberto Eco não cunhou o termo; ele até criticou e discutiu a cultura de massa, mas a expressão é de Adorno e Horkheimer, e a indústria cultural não "integra" democraticamente — ela homogeneíza e aliena.

Armadilha da banca na (B): Ela troca os polos: diz que a indústria cultural "se apropria da cultura erudita para produzir cultura popular". Parece plausível, mas o conceito original afirma o oposto — a indústria cultural destrói a distinção entre erudito e popular, transformando tudo em mercadoria padronizada. A pegadinha está em inverter a direção: não é "do povo para cima", é "de cima para baixo".

Fonte: FCC ALAP 2019 Analista Legislativo - Comunicador Social/Jornalismo (Caderno Tipo 001). Reproduzida para fins de estudo.

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