Questão nº 34
Questão de Medicina do Trabalho · CESGRANRIO Transpetro PSP-RH-2018.1 (nº 34)
A Reestruturação Produtiva – também chamada de capitalismo flexível – é um processo que se iniciou na segunda metade do século XX e que correspondeu ao processo de flexibilização do trabalho na cadeia produtiva, trazendo como consequência na saúde do trabalhador o/a
- Afortalecimento das formas de organização profissional dos trabalhadores
- Baumento de contratações através de vínculo profissional formal
- Caumento da complexidade das atividades profissionais com sofisticação de processos (alternativa correta)
- Dpromoção de melhoria das condições ambientais
- Eparticipação aumentada do trabalhador na condução do seu processo de trabalho
Resposta comentada
Gabarito Alternativa C
Conceito-chave: A Reestruturação Produtiva (ou capitalismo flexível) é a mudança do modelo industrial rígido (fordista) para um modelo enxuto e adaptável, que exige do trabalhador polivalência, maior qualificação técnica e capacidade de lidar com tecnologias sofisticadas. Isso não significa melhores condições de trabalho, mas sim novos e mais complexos riscos ocupacionais, como estresse, LER/DORT e sobrecarga mental.
- (A) Incorreta: A flexibilização fragmenta a classe trabalhadora (terceirizados, temporários, PJ) e enfraquece os sindicatos, pois o vínculo e a identidade coletiva se dissolvem, dificultando a organização profissional.
- (B) Incorreta: O cerne da flexibilização é justamente o oposto: reduzir o vínculo formal (CLT) e aumentar contratos precários, temporários, por hora ou por projeto, para dar mais liberdade de demissão ao empregador.
- (C) Correta: Com a automação e a informatização, o trabalho manual repetitivo é substituído por atividades que exigem maior carga cognitiva, domínio de sistemas complexos e capacidade de decisão rápida. Essa sofisticação dos processos gera novos adoecimentos, como burnout e distúrbios musculoesqueléticos por esforço estático.
- (D) Incorreta: A busca por competitividade no capitalismo flexível frequentemente precariza o ambiente, com ritmos intensos, metas abusivas e redução de pausas, não havendo melhoria ambiental espontânea.
- (E) Incorreta: Embora o discurso seja de "autonomia", na prática o trabalhador tem menos controle sobre o processo, pois as decisões estratégicas são centralizadas e o ritmo é imposto pela demanda do mercado e pela tecnologia.
Armadilha da banca na (E): A pegadinha clássica é confundir "participação aumentada" com "autonomia real". A banca usa o termo "participação" para atrair quem lembra do discurso do "colaborador engajado" da gestão moderna. Porém, na Reestruturação Produtiva, o trabalhador participa mais das tarefas operacionais (é polivalente), mas não da condução estratégica do trabalho — ele continua subordinado à lógica do capital e da tecnologia.
Fonte: CESGRANRIO Transpetro PSP-RH-2018.1 Médico(a) do Trabalho Júnior. Reproduzida para fins de estudo.