Questão nº 62
Questão de Arquitetura e Urbanismo · CESGRANRIO BNDES 01/2024 (nº 62)
O Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU-BR), que regulamenta a profissão de arquiteto e urbanista no Brasil, segundo a Resolução aprovada em 2013, estabelece obrigações desse profissional perante o interesse público e perante a profissão, seu contratante e seus colegas.
Considerando-se essas obrigações previstas em lei e tendo em vista a elaboração de propostas para os serviços a serem contratados, o arquiteto e urbanista deve
- Aoferecer propostas para a prestação de serviços somente após obter informações necessárias e suficientes sobre a natureza e a extensão dos serviços profissionais solicitados. (alternativa correta)
- Belaborar propostas, visando otimizar custos profissionais, com base apenas na natureza dos serviços profissionais solicitados.
- Celaborar propostas, com base apenas na extensão dos serviços profissionais solicitados, tendo em vista cronogramas e prazos de entrega.
- Delaborar propostas, com base apenas nas instalações a serem executadas por outros profissionais, tendo em vista os serviços solicitados.
- Eformular propostas, com base apenas nos materiais de construção a serem empregados em obras, levando em conta os serviços solicitados.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa A
O conceito-chave é que a proposta comercial não é um chute ou uma tentativa de adivinhar o que o cliente quer; ela é a tradução de um escopo de trabalho bem definido. O arquiteto só consegue precificar e planejar corretamente se souber exatamente o que será feito (natureza) e quanto será feito (extensão). Sem essas informações, ele estaria vendendo um serviço "no escuro", o que viola o dever de transparência e zelo técnico com o contratante e com a própria profissão.
- (A) Correta: É o gabarito, pois a Resolução do CAU exige que o profissional só formalize uma proposta após ter pleno conhecimento do que está sendo solicitado, garantindo que o serviço seja bem dimensionado e executado com responsabilidade técnica.
- (B) Incorreta: A pegadinha está em "apenas na natureza" — saber o tipo de serviço (ex.: reforma) sem saber o tamanho (ex.: 50m² ou 500m²) é insuficiente e leva a um orçamento irreal.
- (C) Incorreta: A armadilha aqui é focar só na "extensão" e nos prazos, ignorando a complexidade do serviço; dois projetos de mesma área podem ter naturezas totalmente diferentes (ex.: um galpão simples vs. um laboratório), exigindo esforços distintos.
- (D) Incorreta: Limitar a proposta às "instalações de outros profissionais" é um erro grave, pois fragmenta a responsabilidade e ignora que o arquiteto precisa entender o projeto como um todo para coordenar as disciplinas.
- (E) Incorreta: Basear a proposta apenas nos "materiais de construção" é uma visão reducionista; o custo do serviço de arquitetura está na inteligência, na gestão e na solução de problemas, não apenas no que será aplicado na obra.
Fonte: CESGRANRIO BNDES 01/2024 Analista - Arquitetura e Urbanismo (Caderno Prova 5). Reproduzida para fins de estudo.