Questão nº 8

Questão de Língua Portuguesa · CEBRASPE SEFAZ SE 2025 (nº 8)

CEBRASPE2025ComumLíngua Portuguesa
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O “economês” é uma linguagem própria dos economistas, repleta de termos técnicos, siglas e conceitos que, à primeira vista, podem parecer inacessíveis para quem não é da área. O uso dessa linguagem deve-se à função do economês: ele é a caixa de ferramentas do economista, os óculos conceituais que ajudam a enxergar, analisar e interpretar os complexos mecanismos que regem a produção, o consumo e a distribuição de riqueza na sociedade.

O economês não é uma linguagem criada para excluir, mas para sintetizar. Ele encapsula décadas — às vezes séculos — de conhecimento em palavras ou expressões compactas. Essa linguagem é como um atalho: em vez de longas explicações, utiliza conceitos consolidados para comunicar ideias com precisão e eficiência.

Embora seja útil para economistas, o economês pode parecer um código fechado para quem não faz parte desse mundo. Mas isso não deveria ser assim! Afinal, os fenômenos econômicos também afetam a vida dessas pessoas.

Entender o economês vale muito a pena. Ele nos oferece ferramentas poderosas para compreendermos não apenas os debates sobre a economia global e as finanças, mas também as decisões políticas que moldam o futuro de um país. É como aprender uma nova língua: no início, os termos podem parecer estranhos, mas, uma vez que você compreende o básico, torna-se possível enxergar o mundo com mais clareza.

Se o economês é tão útil, por que ele ainda parece inacessível para tanta gente? Parte do problema parece estar na comunicação. Muitos economistas se acostumaram a usar termos técnicos sem explicar o que eles significam, o que cria uma barreira entre eles e o público geral. Para tornar o economês mais acessível, é fundamental traduzir esses conceitos de maneira clara e didática.

O economês é uma linguagem poderosa e prática. Quando bem explicado, torna-se simples, acessível e incrivelmente útil. Ao compreendermos essa “caixa de ferramentas”, ganhamos mais do que o entendimento de jargões econômicos: ganhamos a capacidade de decifrar a economia, as finanças e o Brasil.



Acerca da pontuação no segundo período do segundo parágrafo do texto CG1A1, é correto afirmar que

Resposta comentada

Gabarito Alternativa C

Travessões podem isolar um trecho explicativo (aposto ou comentário) dentro da frase — e os parênteses fazem exatamente essa mesma função: inserir uma informação acessória sem quebrar a estrutura principal. Por isso, trocar um pelo outro, nesse caso, mantém a correção gramatical e o sentido.

  • (A) Incorreta: reticências indicam suspensão, hesitação ou continuidade — não isolam explicação; trocariam o sentido e quebrariam a coerência.
  • (B) Incorreta: misturar vírgula (primeiro) com ponto e vírgula (segundo) desmonta o par que isola o trecho; o ponto e vírgula separa orações, não fecha aposto.
  • (C) Correta: os travessões e os parênteses são pontuações equivalentes para isolar aposto explicativo; a troca preserva gramática e sentido — é o gabarito.
  • (D) Incorreta: eliminar os travessões funde o trecho explicativo ao restante sem marcação, gerando ambiguidade e prejuízo à coerência.
  • (E) Incorreta: vírgula no primeiro + eliminação no segundo deixa o aposto sem fechamento, comprometendo a coesão e o sentido.

Distrator mais tentador — letra (E): a banca explora a ideia falsa de que "basta uma vírgula para introduzir o aposto". A armadilha é esquecer que aposto explicativo exige marcação dupla (dois travessões, dois parênteses ou duas vírgulas). Ao eliminar o segundo sinal, o trecho fica "solto" na frase — erro clássico de quem só olha o começo da inserção e ignora o fechamento.

Fonte: CEBRASPE SEFAZ SE 2025 Conhecimentos Comuns. Reproduzida para fins de estudo.

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