Questão nº 4

Questão de Língua Portuguesa · CEBRASPE SEFAZ SE 2025 (nº 4)

CEBRASPE2025ComumLíngua Portuguesa
Gabarito: Bver comentário ↓

O “economês” é uma linguagem própria dos economistas, repleta de termos técnicos, siglas e conceitos que, à primeira vista, podem parecer inacessíveis para quem não é da área. O uso dessa linguagem deve-se à função do economês: ele é a caixa de ferramentas do economista, os óculos conceituais que ajudam a enxergar, analisar e interpretar os complexos mecanismos que regem a produção, o consumo e a distribuição de riqueza na sociedade.

O economês não é uma linguagem criada para excluir, mas para sintetizar. Ele encapsula décadas — às vezes séculos — de conhecimento em palavras ou expressões compactas. Essa linguagem é como um atalho: em vez de longas explicações, utiliza conceitos consolidados para comunicar ideias com precisão e eficiência.

Embora seja útil para economistas, o economês pode parecer um código fechado para quem não faz parte desse mundo. Mas isso não deveria ser assim! Afinal, os fenômenos econômicos também afetam a vida dessas pessoas.

Entender o economês vale muito a pena. Ele nos oferece ferramentas poderosas para compreendermos não apenas os debates sobre a economia global e as finanças, mas também as decisões políticas que moldam o futuro de um país. É como aprender uma nova língua: no início, os termos podem parecer estranhos, mas, uma vez que você compreende o básico, torna-se possível enxergar o mundo com mais clareza.

Se o economês é tão útil, por que ele ainda parece inacessível para tanta gente? Parte do problema parece estar na comunicação. Muitos economistas se acostumaram a usar termos técnicos sem explicar o que eles significam, o que cria uma barreira entre eles e o público geral. Para tornar o economês mais acessível, é fundamental traduzir esses conceitos de maneira clara e didática.

O economês é uma linguagem poderosa e prática. Quando bem explicado, torna-se simples, acessível e incrivelmente útil. Ao compreendermos essa “caixa de ferramentas”, ganhamos mais do que o entendimento de jargões econômicos: ganhamos a capacidade de decifrar a economia, as finanças e o Brasil.



A respeito das relações coesivas no terceiro parágrafo do texto CG1A1, assinale a opção correta.

Resposta comentada

Gabarito Alternativa B

Coesão textual é o "cimento" que liga as partes do texto: cada palavra que retoma, explica ou conecta ideias (como pronomes e conjunções) precisa apontar para algo já dito. Identificar a que exatamente cada termo se refere é o segredo para não cair em pegadinhas.

  • (A) Incorreta: “dessas pessoas” retoma apenas quem não faz parte do mundo dos economistas (o público geral), não os economistas — a armadilha é a banca misturar os dois grupos.
  • (B) Correta: “Afinal” é uma conjunção explicativa: introduz a razão/justificativa do que foi dito antes (“isso não deveria ser assim”), ou seja, explica por que o economês deveria ser acessível.
  • (C) Incorreta: “assim” aqui é advérbio de modo (“dessa maneira”), não estabelece comparação entre elementos.
  • (D) Incorreta: “desse mundo” refere-se ao mundo dos economistas (o grupo profissional), e não ao economês (a linguagem em si).
  • (E) Incorreta: “isso” remete ao fato de o economês parecer um código fechado para quem está fora, e não à sua utilidade restrita aos economistas.

Fonte: CEBRASPE SEFAZ SE 2025 Conhecimentos Comuns. Reproduzida para fins de estudo.

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