Questão nº 2
Questão de Língua Portuguesa · CEBRASPE SEFAZ SE 2025 (nº 2)
O “economês” é uma linguagem própria dos economistas, repleta de termos técnicos, siglas e conceitos que, à primeira vista, podem parecer inacessíveis para quem não é da área. O uso dessa linguagem deve-se à função do economês: ele é a caixa de ferramentas do economista, os óculos conceituais que ajudam a enxergar, analisar e interpretar os complexos mecanismos que regem a produção, o consumo e a distribuição de riqueza na sociedade.
O economês não é uma linguagem criada para excluir, mas para sintetizar. Ele encapsula décadas — às vezes séculos — de conhecimento em palavras ou expressões compactas. Essa linguagem é como um atalho: em vez de longas explicações, utiliza conceitos consolidados para comunicar ideias com precisão e eficiência.
Embora seja útil para economistas, o economês pode parecer um código fechado para quem não faz parte desse mundo. Mas isso não deveria ser assim! Afinal, os fenômenos econômicos também afetam a vida dessas pessoas.
Entender o economês vale muito a pena. Ele nos oferece ferramentas poderosas para compreendermos não apenas os debates sobre a economia global e as finanças, mas também as decisões políticas que moldam o futuro de um país. É como aprender uma nova língua: no início, os termos podem parecer estranhos, mas, uma vez que você compreende o básico, torna-se possível enxergar o mundo com mais clareza.
Se o economês é tão útil, por que ele ainda parece inacessível para tanta gente? Parte do problema parece estar na comunicação. Muitos economistas se acostumaram a usar termos técnicos sem explicar o que eles significam, o que cria uma barreira entre eles e o público geral. Para tornar o economês mais acessível, é fundamental traduzir esses conceitos de maneira clara e didática.
O economês é uma linguagem poderosa e prática. Quando bem explicado, torna-se simples, acessível e incrivelmente útil. Ao compreendermos essa “caixa de ferramentas”, ganhamos mais do que o entendimento de jargões econômicos: ganhamos a capacidade de decifrar a economia, as finanças e o Brasil.
De acordo com o texto CG1A1, é correto afirmar que o economês
- Adeve ser substituído por uma linguagem mais inclusiva, que todos possam compreender.
- Bdeve ser acompanhado de uma explicação sintética, para que todos possam compreender como funciona o mundo econômico.
- Cpoderia ser abolido das comunicações, já que cria uma barreira entre os economistas e o público.
- Ddeveria ser aprendido e compreendido por todos, uma vez que os fenômenos econômicos afetam a sociedade em geral. (alternativa correta)
- Edeve ser usado de forma moderada pelos economistas, uma vez que nem todos compreendem essa variedade linguística.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa D
O texto defende que o economês é uma ferramenta útil de síntese (resume ideias complexas em poucas palavras), e que entendê-lo ajuda qualquer cidadão a compreender a economia, as finanças e as decisões políticas que afetam a todos. Logo, a tese central é: todos deveriam aprender e compreender o economês, porque os fenômenos econômicos atingem a sociedade inteira.
- (A) Incorreta: o texto não propõe substituir o economês por outra linguagem; ele diz que o economês é poderoso e prático e deve ser traduzido/explicado, não abandonado.
- (B) Incorreta: a armadilha está em "explicação sintética" — o texto fala em traduzir de forma clara e didática, e o foco é que as pessoas aprendam o economês, não apenas recebam resumos prontos.
- (C) Incorreta: abolir o economês contraria o texto, que o chama de "caixa de ferramentas" valiosa; o problema apontado é a falta de explicação, não a existência da linguagem.
- (D) Correta: é o gabarito porque reproduz a tese do texto: o economês deveria ser aprendido e compreendido por todos, já que os fenômenos econômicos afetam a vida de todas as pessoas.
- (E) Incorreta: o texto não pede uso moderado pelos economistas; pede explicação acessível e aprendizado pelo público, mantendo o economês como ferramenta legítima.
Fonte: CEBRASPE SEFAZ SE 2025 Conhecimentos Comuns. Reproduzida para fins de estudo.