Questão nº 7
Questão de Língua Portuguesa · CEBRASPE SEFAZ SE 2025 (nº 7)
O “economês” é uma linguagem própria dos economistas, repleta de termos técnicos, siglas e conceitos que, à primeira vista, podem parecer inacessíveis para quem não é da área. O uso dessa linguagem deve-se à função do economês: ele é a caixa de ferramentas do economista, os óculos conceituais que ajudam a enxergar, analisar e interpretar os complexos mecanismos que regem a produção, o consumo e a distribuição de riqueza na sociedade.
O economês não é uma linguagem criada para excluir, mas para sintetizar. Ele encapsula décadas — às vezes séculos — de conhecimento em palavras ou expressões compactas. Essa linguagem é como um atalho: em vez de longas explicações, utiliza conceitos consolidados para comunicar ideias com precisão e eficiência.
Embora seja útil para economistas, o economês pode parecer um código fechado para quem não faz parte desse mundo. Mas isso não deveria ser assim! Afinal, os fenômenos econômicos também afetam a vida dessas pessoas.
Entender o economês vale muito a pena. Ele nos oferece ferramentas poderosas para compreendermos não apenas os debates sobre a economia global e as finanças, mas também as decisões políticas que moldam o futuro de um país. É como aprender uma nova língua: no início, os termos podem parecer estranhos, mas, uma vez que você compreende o básico, torna-se possível enxergar o mundo com mais clareza.
Se o economês é tão útil, por que ele ainda parece inacessível para tanta gente? Parte do problema parece estar na comunicação. Muitos economistas se acostumaram a usar termos técnicos sem explicar o que eles significam, o que cria uma barreira entre eles e o público geral. Para tornar o economês mais acessível, é fundamental traduzir esses conceitos de maneira clara e didática.
O economês é uma linguagem poderosa e prática. Quando bem explicado, torna-se simples, acessível e incrivelmente útil. Ao compreendermos essa “caixa de ferramentas”, ganhamos mais do que o entendimento de jargões econômicos: ganhamos a capacidade de decifrar a economia, as finanças e o Brasil.
A expressão “à primeira vista” (primeiro período do primeiro parágrafo) poderia ser substituída, sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos do texto CG1A1, por
- Apor princípio.
- Bsobretudo.
- Ca princípio. (alternativa correta)
- Dde antemão.
- Epor primazia.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa C
A expressão “à primeira vista” significa “num primeiro momento, antes de analisar melhor” — ou seja, algo que pode parecer de um jeito, mas talvez mude depois de um olhar mais atento. A substituta precisa manter exatamente essa ideia de impressão inicial provisória.
- (A) Incorreta: “por princípio” indica algo que se faz por convicção/regra moral (“não mento por princípio”), sentido totalmente diferente de impressão inicial.
- (B) Incorreta: “sobretudo” significa “principalmente, acima de tudo”, ideia de destaque, não de primeiro contato.
- (C) Correta: “a princípio” é sinônimo exato de “à primeira vista” nesse contexto: algo que parece inacessível num primeiro momento, podendo mudar depois — mantém sentido e correção gramatical.
- (D) Incorreta: “de antemão” significa “antecipadamente, antes que aconteça”, ideia de tempo prévio, não de impressão inicial.
- (E) Incorreta: “por primazia” significa “por superioridade, por prioridade de importância”, sentido que nada tem a ver com o texto.
Distrator mais tentador — (A) “por princípio”: a banca explora a semelhança sonora e visual com “a princípio”. O aluno desatento lê rápido e acha que é a mesma coisa, mas “por princípio” = por convicção; “a princípio” = inicialmente. Guarde: “a princípio” tem a ver com tempo (início); “por princípio” tem a ver com valor (convicção).
Fonte: CEBRASPE SEFAZ SE 2025 Conhecimentos Comuns. Reproduzida para fins de estudo.