Questão nº 76
Questão de Enfermagem · FGV TRF1 2024 (nº 76)
FGV2024Técnico Judiciário - EnfermagemEnfermagem
Gabarito: Bver comentário ↓
Apesar de o parto vaginal apresentar menor risco de infecção
puerperal, existem vários fatores de risco associados a esse tipo
de infecção. Tais riscos devem ser minimizados para um melhor
desfecho em termos de prevenção.
Entre esses fatores, está:
- Apré-natal incompleto;
- Bextração manual da placenta; (alternativa correta)
- Claceração perineal de grau 1 e 2;
- Dhipertensão arterial não controlada;
- Eruptura de membranas amnióticas ≥ 10h.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa B
A infecção puerperal é uma infecção que pode ocorrer no útero ou em outras partes do trato genital da mulher no período após o parto, geralmente nas primeiras seis semanas. É fundamental identificar e minimizar os fatores de risco para prevenir essa complicação.
- (A) Incorreta: Embora o pré-natal incompleto aumente o risco geral de complicações na gravidez e parto, ele não é um fator de risco direto e imediato para a introdução de infecção puerperal durante o parto vaginal, como uma manipulação invasiva. A armadilha da banca aqui é apresentar um fator que, de fato, contribui para piores desfechos maternos, mas não é o mais específico ou direto para a infecção puerperal no contexto das opções.
- (B) Correta: A extração manual da placenta é um procedimento invasivo que exige a introdução da mão do profissional de saúde na cavidade uterina. Essa manipulação direta do útero aumenta significativamente o risco de introduzir bactérias no ambiente uterino, que normalmente é estéril, predispondo à infecção puerperal.
- (C) Incorreta: Lacerações perineais de grau 1 e 2 são superficiais e, embora representem uma porta de entrada para bactérias, o risco de infecção puerperal grave associado a elas é consideravelmente menor do que o de procedimentos que envolvem manipulação intrauterina.
- (D) Incorreta: A hipertensão arterial não controlada é um fator de risco para diversas complicações obstétricas graves (como pré-eclâmpsia, AVC), mas não é um fator de risco direto para a infecção puerperal, pois não facilita a entrada de microrganismos no trato genital.
- (E) Incorreta: A ruptura prolongada de membranas amnióticas é, de fato, um fator de risco para infecção (corioamnionite e infecção puerperal). No entanto, a extração manual da placenta (alternativa B) representa uma manipulação direta e invasiva da cavidade uterina, sendo um fator de risco mais imediato e direto para a infecção puerperal do que apenas 10 horas de ruptura de membranas.
Fonte: FGV TRF1 2024 Técnico Judiciário - Enfermagem (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.