Questão nº 45

Questão de Enfermagem · FGV TRF1 2024 (nº 45)

FGV2024Técnico Judiciário - EnfermagemEnfermagem
Gabarito: Bver comentário ↓

Em relação aos critérios de rastreamento do diabetes mellitus tipo 2 (DM2), indica-se rastrear crianças e adolescentes assintomáticos que, além de sobrepeso ou obesidade, apresentem um fator de risco, dentre os quais está:

Resposta comentada

Gabarito Alternativa B

Crianças e adolescentes que estão acima do peso (sobrepeso) ou obesos precisam ser investigados para diabetes tipo 2 se tiverem um fator de risco adicional, mesmo que não apresentem sintomas da doença.

  • (A) Incorreta: Icterícia neonatal (pele amarelada em recém-nascidos) não é um fator de risco direto para o desenvolvimento de diabetes tipo 2 na infância ou adolescência.
  • (B) Correta: O baixo peso ao nascer é um fator de risco reconhecido para o desenvolvimento de resistência à insulina e diabetes tipo 2 na vida adulta e na adolescência, especialmente se houver ganho de peso rápido posteriormente.
  • (C) Incorreta: Embora a etnia seja um fator de risco (alguns grupos étnicos têm maior predisposição), a menção a "mãe com etnia de risco" é menos precisa. O fator de risco é a própria etnia da criança ou história familiar de diabetes, não a etnia da mãe como um fator isolado para o rastreamento da criança. A armadilha aqui é que a etnia é um fator de risco, mas a forma como é apresentada não é a mais direta ou universalmente citada para o rastreamento da criança.
  • (D) Incorreta: HDL menor que 45 mg/dl é um indicador de dislipidemia e resistência à insulina, que são sinais ou condições associadas ao risco de diabetes. No entanto, o baixo peso ao nascer é um fator de risco primário e independente para o desenvolvimento futuro da doença, sendo um critério mais direto para o rastreamento neste contexto.
  • (E) Incorreta: Hipertensão arterial materna (pressão alta na mãe) não é um fator de risco direto e comumente citado para o rastreamento de diabetes tipo 2 na criança ou adolescente. A diabetes gestacional na mãe, sim, seria um fator de risco para a criança.

Fonte: FGV TRF1 2024 Técnico Judiciário - Enfermagem (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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