Questão nº 61
Questão de Odontologia · FGV TRF1 2024 (nº 61)
FGV2024Analista Judiciário - OdontologiaOdontologia
Gabarito: Dver comentário ↓
Em um preparo para uma restauração indireta estética em um primeiro molar permanente inferior, a indicação clínica para decisão de realizar a proteção de cúspides (preparo tipo onlay) deve ser tomada se:
- Ao elemento dentário possuir tratamento endodôntico;
- Buma restauração de amálgama estiver sendo substituída;
- Ca restauração for realizada utilizando-se um material cerâmico;
- Da distância entre a ponta das cúspides e a margem do preparo for menor que 2 mm; (alternativa correta)
- Eo paciente possuir tipo facial braquicéfalo, com músculos mastigatórios muito desenvolvidos.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa D
A proteção de cúspides, em restaurações indiretas (tipo onlay), é feita para reforçar a estrutura do dente e evitar que uma cúspide enfraquecida frature sob as forças da mastigação. A decisão de cobrir uma cúspide depende principalmente da quantidade de estrutura dentária remanescente.
- (A) Incorreta: Embora dentes tratados endodonticamente sejam mais frágeis, a indicação de onlay não é automática; depende da quantidade de estrutura remanescente.
- (B) Incorreta: A substituição de uma restauração de amálgama não é, por si só, uma indicação para proteção de cúspides; a decisão ainda se baseia na estrutura dentária remanescente após a remoção do amálgama.
- (C) Incorreta: O material cerâmico é uma opção para a restauração, mas a escolha do material não determina a necessidade de cobrir a cúspide; a decisão é estrutural.
- (D) Correta: Quando a distância entre a ponta da cúspide e a margem do preparo (ou seja, a espessura da parede da cúspide remanescente) é menor que 2 mm, a cúspide é considerada enfraquecida e suscetível à fratura, necessitando de proteção.
- (E) Incorreta: Pacientes com músculos mastigatórios fortes exercem maior força, aumentando o risco de fratura, mas a decisão de cobrir a cúspide ainda se baseia primariamente na quantidade de estrutura dentária remanescente e não apenas no tipo facial. A armadilha é que, embora seja um fator de risco importante, não é o critério direto que define a necessidade de cobrir a cúspide, mas sim a fragilidade estrutural do dente.
Fonte: FGV TRF1 2024 Analista Judiciário - Odontologia (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.