Questão nº 42

Questão de Direito Administrativo · FGV TJAL 2018 (nº 42)

FGV2018Técnico Judiciário - Área JudiciáriaDireito Administrativo
Gabarito: Ever comentário ↓

Autoridade municipal competente praticou ato administrativo de autorização para que certo particular exercesse comércio ambulante em local predeterminado. Inconformada, a associação de lojistas locais ingressou com medida judicial, pleiteando a revogação do ato administrativo de autorização.
O pleito do empresariado local:

Resposta comentada

Gabarito Alternativa E

O controle judicial dos atos administrativos discricionários é limitado: o Poder Judiciário verifica a legalidade do ato (se ele está de acordo com a lei), mas, em regra, não pode analisar o mérito (a conveniência e oportunidade da decisão administrativa), que é uma prerrogativa da Administração Pública.

  • (A) Incorreta: O Poder Judiciário não pode, em regra, examinar o mérito dos atos administrativos discricionários, apenas sua legalidade. O princípio do amplo acesso à justiça garante o direito de levar a questão ao Judiciário, mas não altera os limites de sua atuação sobre o mérito administrativo.

    • Armadilha: A menção ao "amplo acesso à justiça" é um distrator, pois, embora verdadeiro, não significa que o Judiciário possa substituir a Administração em suas escolhas de mérito. O acesso é amplo, mas a competência do Judiciário para julgar o mérito administrativo não é.
  • (B) Incorreta: O ato de autorização para comércio ambulante é, geralmente, discricionário, não vinculado. Além disso, o Judiciário não "revoga" atos administrativos por inoportunidade ou inconveniência (isso é mérito e função da própria Administração), ele os "anula" por ilegalidade.

  • (C) Incorreta: Assim como na alternativa B, o ato é discricionário, não vinculado. O Judiciário não revoga atos por inoportunidade ou inconveniência, e o controle externo da atividade administrativa pelo Judiciário se dá pela legalidade, não pelo mérito.

  • (D) Incorreta: Embora o Judiciário não possa julgar o mérito dos atos discricionários, ele sempre pode e deve julgar a legalidade de qualquer ato administrativo, inclusive os discricionários, em respeito ao princípio da inafastabilidade do controle jurisdicional.

  • (E) Correta: O pleito não merece prosperar porque o Poder Judiciário, em regra, não pode fazer juízo de valor sobre o mérito (conveniência e oportunidade) de atos administrativos discricionários. Sua atuação se restringe à verificação da legalidade do ato, podendo apenas invalidá-lo (anulá-lo) se houver algum vício legal (como incompetência, forma inadequada, desvio de finalidade, ausência de motivação quando exigida, ou extrapolação dos limites da discricionariedade).

Fonte: FGV TJAL 2018 Técnico Judiciário - Área Judiciária (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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