Questão nº 20

Questão de Direito Administrativo · FGV TCE-TO 2022 (nº 20)

FGV2022Comum TCE-TO - Auditor de Controle ExternoDireito Administrativo
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O secretário de Transportes do Estado Alfa solicitou que sua assessoria desenvolvesse estudos a respeito de determinado serviço público que se mostrava de vital importância para a coletividade. Ao formular a solicitação, o secretário frisou que almejava saber se era obrigatória a sua prestação diretamente pelo Estado.
Em resposta, a assessoria respondeu, corretamente, que essa espécie de serviço:

Resposta comentada

Gabarito Alternativa A

Um serviço público é uma atividade essencial para a coletividade, cuja prestação é de responsabilidade do Estado. Ele pode ser executado diretamente pelo próprio Estado ou, indiretamente, por particulares sob delegação e fiscalização estatal.

  • (A) Correta: Um serviço público pode ser prestado diretamente pelo Estado (pela própria administração) ou, indiretamente, por particulares através de concessão ou permissão. Estes são os regimes legais para a delegação de serviços públicos de vital importância, sempre observando os requisitos da lei (como a necessidade de licitação).
  • (B) Incorreta: A autorização é um ato precário e discricionário, geralmente não utilizado para a delegação de serviços públicos essenciais que exigem continuidade e estabilidade. Além disso, nem todas as formas de delegação (especialmente a autorização) são sempre antecedidas de licitação.
  • (C) Incorreta: Serviços públicos, mesmo em regimes de livre iniciativa, não são de livre exploração pelo setor privado. O Estado tem o dever de garantir sua prestação e, se delegar, o faz sob regime de direito público (concessão, permissão), com regulação e fiscalização.
  • (D) Incorreta: O princípio da prevalência do interesse público não significa que o serviço somente pode ser explorado diretamente pelo Estado. A delegação a particulares (concessionários, permissionários) é uma forma legítima de atender ao interesse público, buscando eficiência e especialização, sempre sob a titularidade e fiscalização estatal.
  • (E) Incorreta: A indisponibilidade dos interesses significa que o Estado não pode se desvencilhar da responsabilidade de prestar o serviço. Contudo, a execução pode ser feita por particulares (concessionárias ou permissionárias), que não fazem parte da Administração Pública direta ou indireta, mas atuam em nome e sob a fiscalização do Estado.

Fonte: FGV TCE-TO 2022 Conhecimentos Comuns (TCE-TO - Auditor de Controle Externo) (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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