Questão nº 57

Questão de Tecnologia da Informação · FGV TCE-TO 2022 (nº 57)

FGV2022Auditor de Controle Externo - Tecnologia da InformaçãoTecnologia da Informação
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Bernardo e João são auditores recém-concursados no TCE/TO. Bernardo precisa enviar documentos sigilosos para João e vice-versa, contudo, nenhum deles utilizou ainda a ferramenta de criptografia disponível na instituição.
Sabendo-se que é utilizada a criptografia por chave pública, o procedimento que deve ser seguido por cada auditor antes de tramitar os documentos é:

Resposta comentada

Gabarito Alternativa A

Conceito-chave: Na criptografia de chave pública (assimétrica), cada pessoa tem um par de chaves: uma pública (que pode ser divulgada, tipo um "cadeado aberto") e uma privada (que só o dono guarda, tipo a "chave do cadeado"). Para enviar um documento sigiloso, você usa o cadeado (chave pública) do destinatário; só o destinatário tem a chave privada para abrir.

  • (A) Correta: É exatamente o fluxo: cada auditor gera seu par de chaves, publica a pública no registrador da instituição (para que o outro possa encontrá-la), guarda a privada em segredo e, ao enviar, encripta com a chave pública do destinatário (João usa a pública do Bernardo, e vice-versa). Isso garante que só o destinatário, com sua chave privada, decripte.
  • (B) Incorreta: A armadilha clássica: nunca se envia a chave privada para ninguém. Se você envia a privada, qualquer interceptador pode decriptar tudo. Além disso, encriptar com a chave privada do remetente não garante sigilo (qualquer um com a pública do remetente pode abrir), apenas autentica a origem (assinatura digital).
  • (C) Incorreta: Encriptar com a chave privada do remetente é o erro conceitual: isso não protege o sigilo, pois a chave pública do remetente é conhecida por todos e qualquer um pode decriptar. A privada serve para assinar, não para cifrar documentos que precisam de confidencialidade.
  • (D) Incorreta: Não existe "gerar só a chave pública" — a geração é sempre de um par (pública + privada). Além disso, enviar a chave pública pelo mesmo canal inseguro do documento é vulnerável a interceptação e troca (ataque man-in-the-middle); por isso se usa o registrador público da instituição.
  • (E) Incorreta: Isso é criptografia simétrica (mesma senha para cifrar e decifrar), não chave pública. Além disso, combinar senha por canal não seguro é frágil e não atende ao requisito de chave pública do contexto.

Fonte: FGV TCE-TO 2022 Auditor de Controle Externo - Tecnologia da Informação (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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