Questão nº 67
Questão de Contabilidade · FGV TCE-TO 2022 (nº 67)
A metodologia de avaliação dos controles internos consiste em avaliar os controles internos existentes e quantificá-los em níveis de efetividade. Dessa forma, uma empresa apresentou os seguintes controles internos, avaliados em: 1 (controles não funcionais), 0,5 (controles funcionais medianos) e 0,2 (controles funcionais fortes).
Os auditores, ao solicitarem tais documentos de avaliação, podem concluir que:
- Acaso existam controles funcionais em uma atividade, a multiplicação do risco residual ao valor do nível dos controles internos resultará em um menor risco inerente;
- Bindependentemente do nível de controles internos, a multiplicação do risco inerente ao valor do nível dos controles internos resultará em um maior risco residual;
- Ccaso existam controles funcionais em uma atividade, a multiplicação do risco inerente ao valor do nível dos controles internos resultará em um menor risco residual; (alternativa correta)
- Dindependentemente do nível de controles internos, a multiplicação do risco inerente ao valor do nível dos controles internos resultará em um menor risco residual;
- Ecaso existam controles funcionais em uma atividade, a multiplicação da probabilidade e do impacto resultará em um menor risco residual.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa C
Conceito-chave: O risco inerente é o risco que existe antes de qualquer controle interno atuar. O risco residual é o que sobra depois que os controles funcionam. Controles fortes (valor baixo, como 0,2) reduzem o risco inerente; controles fracos (valor alto, como 1) não reduzem nada. A fórmula básica é: Risco Residual = Risco Inerente × Nível de Controle (quanto menor o valor do controle, menor o residual).
- (A) Incorreta: A multiplicação do risco residual pelo nível de controle não gera o risco inerente; a relação é inversa (inerente × controle = residual), e controles funcionais reduzem o residual, não o inerente.
- (B) Incorreta: A pegadinha está no "independentemente": se o controle for forte (0,2), a multiplicação diminui o residual; só aumentaria se o controle fosse fraco (1) ou inexistente, então a afirmação generaliza errado.
- (C) Correta: Exatamente: com controles funcionais (valor < 1, como 0,5 ou 0,2), a multiplicação do risco inerente pelo nível de controle resulta em um menor risco residual — pois o fator de controle "desconta" parte do risco original.
- (D) Incorreta: Repete o erro da (B): não é "independentemente", pois controles fortes (0,2) reduzem, mas controles não funcionais (1) mantêm o residual igual ao inerente, não menor.
- (E) Incorreta: Multiplicar probabilidade e impacto calcula o próprio risco (inerente ou residual), mas não envolve o nível de controle; a afirmação mistura conceitos e não reflete a fórmula com o fator de efetividade.
Fonte: FGV TCE-TO 2022 Auditor de Controle Externo - Ciências Contábeis (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.