Questão nº 31
Questão de Contabilidade · FGV TCE-TO 2022 (nº 31)
Quando da existência de inflação severa na economia, a premissa contábil básica ameaçada e que tem sua utilidade reduzida é a da:
- Acompetência;
- Bperiodicidade;
- Ccontinuidade;
- Dentidade econômica;
- Eunidade monetária. (alternativa correta)
Resposta comentada
Gabarito Alternativa E
A premissa contábil da unidade monetária parte do pressuposto de que a moeda é um medidor estável de valor, ou seja, que o poder de compra dela não muda com o tempo. Em cenários de inflação severa, essa estabilidade desaparece, pois o dinheiro perde valor rapidamente, tornando as demonstrações contábeis (que somam valores de datas diferentes) pouco úteis para a tomada de decisão.
- (A) Incorreta: A competência não é ameaçada pela inflação, pois ela apenas determina que receitas e despesas sejam reconhecidas no período em que ocorrem, independentemente do recebimento ou pagamento.
- (B) Incorreta: A periodicidade também não é afetada, pois ela apenas estabelece que a vida da entidade é dividida em períodos (exercícios sociais) para apuração de resultados.
- (C) Incorreta: A continuidade pressupõe que a entidade continuará operando no futuro previsível; a inflação severa não altera essa premissa, apenas dificulta a mensuração dos valores.
- (D) Incorreta: A entidade econômica trata da separação entre o patrimônio dos sócios e o da empresa; a inflação não interfere nessa distinção conceitual.
- (E) Correta: A unidade monetária é a premissa que perde utilidade, pois ela assume que a moeda é estável. Com inflação severa, os valores históricos registrados não refletem o poder de compra atual, distorcendo a informação contábil. A pegadinha da banca está em confundir "utilidade reduzida" com "erro de registro": os outros postulados continuam válidos, mas a base de mensuração (moeda) fica corrompida, exigindo correção monetária ou reavaliação.
Fonte: FGV TCE-TO 2022 Auditor de Controle Externo - Ciências Contábeis (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.