Questão nº 62

Questão de Odontologia · FGV TCE-TO 2022 (nº 62)

FGV2022Analista Técnico - OdontologiaOdontologia
Gabarito: Ever comentário ↓

Ao realizar um preparo dentário para coroa total, a proporção entre altura e largura do preparo deve ser observada, uma vez que:

Resposta comentada

Gabarito Alternativa E

Para que uma coroa (prótese) fique bem presa ao dente preparado, precisamos de duas coisas principais: retenção (para não sair quando puxada) e resistência (para não tombar ou girar quando submetida a forças laterais). A proporção entre a altura e a largura do preparo do dente influencia diretamente essas características.

  • (A) Incorreta: A retenção de um preparo depende mais da sua forma (altura, conicidade, rugosidade) do que da posição do dente na arcada. Dentes anteriores podem ter excelente retenção se bem preparados.
  • (B) Incorreta: A necessidade de retenção intrarradicular (pino dentro da raiz) surge quando há pouca estrutura dentária coronal restante, e não simplesmente porque o dente é posterior. Dentes posteriores precisam de boa retenção, mas não necessariamente intrarradicular se houver estrutura suficiente.
  • (C) Incorreta: A conicidade (o leve afunilamento das paredes do preparo) é sempre relevante. Embora preparos mais altos possam tolerar uma conicidade ligeiramente maior e ainda ter boa retenção, a conicidade excessiva sempre compromete a retenção e a resistência, independentemente da altura.
  • (D) Incorreta: Quanto maior a altura das paredes do preparo, maior a área de contato para o cimento e, consequentemente, maior a retenção (resistência à tração) e a resistência (resistência ao deslocamento lateral). A armadilha aqui é inverter o efeito da altura e confundir "resistência" com "retenção" no contexto de tração. Preparos mais altos oferecem mais resistência a todas as formas de deslocamento.
  • (E) Correta: Quanto maior a altura das paredes do preparo, maior a superfície de contato para o cimento e maior a "alavanca" que o preparo oferece para resistir às forças que tentam tombar ou girar a prótese (forças laterais). Isso é o que chamamos de forma de resistência, e ela é crucial para a longevidade da coroa.

Fonte: FGV TCE-TO 2022 Analista Técnico - Odontologia (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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