Questão nº 40
Questão de Odontologia · FGV TCE-TO 2022 (nº 40)
FGV2022Analista Técnico - OdontologiaOdontologia
Gabarito: Bver comentário ↓
No caso de paciente com histórico de infarto agudo do miocárdio (IAM) recente, que necessita de um procedimento de exodontia por conta de fratura radicular longitudinal gerando dor, é recomendado:
- Autilizar anestésico local sem vasoconstrictor;
- Blimitar a dose máxima de epinefrina a 0,04mg/sessão; (alternativa correta)
- Cadiar o procedimento até 12 meses após o IAM;
- Dutilizar anestésico local com norepinefrina;
- Eempregar prilocaína como sal anestésico.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa B
Pacientes que sofreram infarto agudo do miocárdio (IAM) precisam de um cuidado especial na anestesia odontológica, principalmente no controle da dose de epinefrina (um componente que contrai os vasos sanguíneos) para evitar sobrecarga cardíaca.
- (A) Incorreta: A dor e o estresse de um procedimento sem anestesia adequada liberam epinefrina endógena (do próprio corpo) em quantidades muito maiores e menos controladas do que a epinefrina exógena (do anestésico). Usar uma pequena dose controlada de vasoconstritor é geralmente preferível para garantir uma anestesia eficaz e reduzir o estresse.
- (B) Correta: Para pacientes com histórico de IAM (após o período de estabilização), a dose máxima recomendada de epinefrina é de 0,04mg por sessão. Essa quantidade corresponde a aproximadamente 2 tubetes de anestésico com epinefrina 1:100.000 ou 4 tubetes de 1:200.000, sendo considerada segura para minimizar riscos cardiovasculares.
- (C) Incorreta: O período de espera recomendado para procedimentos odontológicos eletivos após um IAM é geralmente de 3 a 6 meses para permitir a estabilização cardíaca. Adiar por 12 meses é excessivo, especialmente em um caso de dor e fratura radicular, que pode ser considerada uma urgência e não um procedimento puramente eletivo. A armadilha da banca aqui é que, embora exista um período de espera, 12 meses é um tempo muito prolongado e não se alinha com as diretrizes atuais para manejo da dor.
- (D) Incorreta: A norepinefrina é um vasoconstritor mais potente que a epinefrina e tem um risco maior de aumentar a pressão arterial e causar bradicardia reflexa, sendo geralmente contraindicada em pacientes cardíacos. A epinefrina, em doses controladas, é a escolha mais segura.
- (E) Incorreta: A prilocaína é um anestésico local do tipo amida, mas sua principal preocupação é o risco de metemoglobinemia em doses elevadas. Não há uma recomendação específica que aponte a prilocaína como a melhor ou única opção para pacientes pós-IAM; a escolha do anestésico em si é menos crítica do que o controle do vasoconstritor.
Fonte: FGV TCE-TO 2022 Analista Técnico - Odontologia (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.