Questão nº 68

Questão de Engenharia Agrônoma · FGV MPMS 2012 (nº 68)

FGV2012Analista - Engenharia AgrônomaEngenharia Agrônoma
Gabarito: Bver comentário ↓

Para algumas regiões do Brasil, o controle das condições edafoclimáticas pode propiciar alguns benefícios na produção de hortaliças e flores, sob cultivo protegido.

Nesse contexto, assinale a afirmativa correta.

Resposta comentada

Gabarito Alternativa B

O cultivo protegido utiliza estruturas como estufas e casas de vegetação para controlar o ambiente (temperatura, umidade, luz) e otimizar o crescimento de plantas, protegendo-as de condições climáticas adversas e pragas.

(A) Incorreta: A condensação na face interna do plástico diminui a transmitância da radiação solar (menos luz entra) e, consequentemente, pode reduzir a temperatura interna ou dificultar seu aumento, além de aumentar o risco de doenças.
(B) Correta: Em muitas regiões do Brasil, a principal necessidade é a proteção contra chuvas excessivas, enquanto a retenção de calor pode ser um problema (superaquecimento). O plástico, especialmente o polietileno comum, é ideal por ser mais barato e permitir a perda de radiação infravermelha de onda longa (calor emitido pelas plantas e solo), evitando o superaquecimento, ao contrário do vidro que retém mais calor.
(C) Incorreta: Estufas de vidro são usadas em climas frios porque o vidro é opaco à radiação infravermelha de onda longa emitida pelas superfícies internas, retendo o calor dentro da estufa (efeito estufa). Não se trata de menor incidência de IR, mas sim de sua capacidade de reter o calor gerado internamente.
(D) Incorreta: O ambiente de casa de vegetação, com seus materiais de cobertura e estrutura, geralmente aumenta a dispersão da radiação solar, resultando em uma maior fração de luz difusa. A luz difusa é benéfica, pois penetra melhor no dossel das plantas e reduz o estresse por radiação direta. A afirmação é contraditória ao dizer "menor dispersão" e "aumento na fração solar difusa".
(E) Incorreta: A umidade relativa ideal para a aplicação de defensivos e fitorreguladores varia muito, mas para muitos produtos que precisam ser absorvidos pelas folhas, uma umidade relativa mais alta (geralmente entre 60% e 85%) é preferível, pois retarda a secagem das gotas e permite maior absorção. Aplicar com menos de 55% de umidade relativa pode reduzir a eficácia devido à rápida secagem. Armadilha da banca: Esta alternativa é tentadora por mencionar um número específico (55% UR), que parece técnico e preciso. No entanto, o valor é incorreto como limite superior geral, pois muitas aplicações se beneficiam de umidade mais elevada para otimizar a absorção foliar.

Fonte: FGV MPMS 2012 Analista - Engenharia Agrônoma. Reproduzida para fins de estudo.

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