Questão nº 53
Questão de Serviço Social · FGV MP-BA 2017 (nº 53)
A família brasileira vem passando por mudanças ao longo dos últimos trinta anos. Para tanto, concorrem as transformações societárias que implicaram reordenamentos no mundo do trabalho, na política e na economia.
Família, para efeito das políticas sociais brasileiras, notadamente aquelas que visam à assistência social, configura-se como:
- Aa nucleação de pai, mãe e filhos, podendo agregar outros membros que com eles convivam;
- Bum conjunto de pessoas que se acham unidas por laços consanguíneos, afetivos e/ou de solidariedade; (alternativa correta)
- Ca convivência de pessoas que, mesmo sem laços consanguíneos, compartilhem o mesmo espaço habitacional;
- Dum conjunto de pessoas que se acham unidas por laços consanguíneos e habitam o mesmo domicílio;
- Eum conjunto de pessoas unidas ou não por laços consanguíneos que compartilham vivências e despesas.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa B
A família, para as políticas sociais brasileiras, é um conceito amplo que vai além do modelo tradicional. Ela se refere a qualquer grupo de pessoas unidas por laços de sangue (consanguinidade), por afeto (amor, carinho, cuidado) ou por solidariedade (apoio mútuo, responsabilidade compartilhada), reconhecendo a diversidade das configurações familiares na sociedade.
(A) Incorreta: Esta alternativa descreve a família nuclear tradicional, que é apenas uma das muitas formas de família reconhecidas pelas políticas sociais brasileiras, sendo, portanto, uma definição muito restritiva. A armadilha da banca aqui é apresentar uma visão comum, mas incompleta, do que é uma família.
(B) Correta: Esta é a definição mais abrangente e alinhada com as políticas sociais brasileiras, especialmente as de assistência social (como o SUAS). Ela reconhece que a família pode ser formada por laços consanguíneos, afetivos (como em famílias homoafetivas, adotivas, ou padrastos/madrastas) e/ou de solidariedade (onde há apoio mútuo e responsabilidade, mesmo sem laços de sangue ou afeto formal).
(C) Incorreta: Esta alternativa é restritiva, pois foca apenas na coabitação de pessoas sem laços consanguíneos, excluindo famílias com laços de sangue e/ou afeto que não necessariamente coabitam ou que coabitam e têm laços de sangue.
(D) Incorreta: Esta alternativa é muito restritiva, pois limita a família a laços de sangue e à coabitação, excluindo as famílias formadas apenas por afeto ou solidariedade, e aquelas onde membros consanguíneos não residem no mesmo domicílio.
(E) Incorreta: Embora inclua a não consanguinidade e aspectos práticos como compartilhar vivências e despesas, esta alternativa descreve mais as consequências ou manifestações da vida familiar do que a natureza do vínculo que a constitui. A alternativa B é mais precisa ao definir os tipos de laços que configuram a família para as políticas.
Fonte: FGV MP-BA 2017 Analista Técnico - Serviço Social (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.