Questão nº 52
Questão de Comunicação · FGV EPE 2024 (nº 52)
Leia o trecho a seguir.
O telejornalismo apócrifo tem se tornado uma prática contumaz na composição dos noticiários televisivos. Talvez a dinâmica das imagens apócrifas seja mais sedutora do que a transmissão de informações que, mesmo muito relevantes, se restrinjam a cenas "estáticas" de apresentadores narrando "notas secas".
Nele, os autores buscam compreender as mudanças no telejornalismo, a partir do uso de
- Aimagens amadoras ou de vídeo-vigilância na constituição de produtos noticiosos. (alternativa correta)
- Brecursos de inteligência artificial para criação de imagens verossímeis conhecidas como deepfake.
- Cmovimentos de câmera que priorizem a interação entre os apresentadores no estúdio e os repórteres em externa.
- Dkit mojo (jornalismo mobile) que permite que o repórter atue também como cinegrafista nas reportagens externas.
- Enotas cobertas com imagens produzidas pela editoria de arte dos telejornais.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa A
O telejornalismo apócrifo se refere ao uso de imagens que não foram produzidas pela própria equipe de jornalismo, mas que são incorporadas ao noticiário. O termo "apócrifo" aqui indica uma origem externa ou não-oficial, em contraste com o material tradicionalmente gravado por cinegrafistas profissionais da emissora.
(A) Correta: O telejornalismo apócrifo, no contexto do trecho, refere-se ao uso de imagens amadoras ou de vídeo-vigilância. Essas imagens, por não serem produzidas pela equipe de jornalismo, têm uma origem "apócrifa" (não oficial/profissional) e, por sua natureza muitas vezes espontânea ou impactante, são consideradas mais "sedutoras" do que as "notas secas" narradas por apresentadores.
(B) Incorreta: Esta é a armadilha da banca. Embora deepfakes sejam imagens de autenticidade duvidosa ("apócrifas" nesse sentido), o texto fala de uma "prática contumaz" e da "dinâmica das imagens apócrifas" como algo que substitui "cenas estáticas". Deepfakes são uma tecnologia relativamente recente e o conceito de "telejornalismo apócrifo" no sentido de usar material não-profissional (como vídeos de celular ou câmeras de segurança) é muito mais antigo e consolidado como "prática contumaz" no telejornalismo. O trecho se refere mais à origem não-profissional do material do que à sua fabricação por IA.
(C) Incorreta: Movimentos de câmera e interação entre apresentadores e repórteres são elementos de linguagem televisiva e estilo de apresentação, não se referem à origem ou tipo de imagem que constitui o "telejornalismo apócrifo".
(D) Incorreta: O kit mojo permite que o repórter (um profissional de jornalismo) produza as imagens. Embora a técnica seja diferente, o material ainda é produzido por um jornalista da equipe, não sendo "apócrifo" no sentido de ter uma origem externa ou amadora.
(E) Incorreta: Imagens produzidas pela editoria de arte são criações internas da própria emissora, feitas por profissionais. Elas não se encaixam na definição de "apócrifo" como algo de origem externa ou não-profissional.
Fonte: FGV EPE 2024 Analista de Gestão Corporativa - Comunicação (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.