Questão nº 78

Questão de Psicologia · FGV DPGE-RJ 2014 (nº 78)

FGV2014Técnico Superior Especializado em PsicologiaPsicologia
Gabarito: Dver comentário ↓

Um laudo realizado pelo psicólogo a pedido do defensor foi contestado e corre risco de ser impugnado pelo fato de não estar de acordo com a Resolução 08/2010 nem com o manual de elaboração de documentos (Resolução 07/2003), estabelecido pelo Conselho Federal de Psicologia. O trecho abaixo que serviu de justificativa para o pedido de impugnação foi

Resposta comentada

Gabarito Alternativa D

O psicólogo, ao elaborar documentos como laudos, deve se ater à sua área de conhecimento, fornecendo informações técnicas e análises psicológicas. É fundamental evitar emitir juízos de valor ou fazer recomendações que ultrapassem sua competência profissional, especialmente em decisões que cabem à autoridade judicial.

(A) Incorreta: Este trecho descreve observações e informações reportadas pela mãe, além de uma constatação sobre a criança não estar habituada à avó. É uma descrição de fatos e planos, sem emitir juízos de valor ou recomendações que extrapolem a função do psicólogo.
(B) Incorreta: Embora contenha uma suposição e uma recomendação ("sendo conveniente a retomada da convivência"), esta última se refere a um aspecto da relação parental que pode ser interpretado como um subsídio psicológico para a convivência, e não uma decisão legal direta. A "suposição" é parte da análise psicológica.
(C) Incorreta: Este trecho apresenta uma análise das relações de afeto da criança com os pais e o padrasto, baseada na avaliação psicológica. É uma constatação de aspectos emocionais e relacionais, que está dentro da competência do psicólogo.
(D) Correta: Este trecho é problemático porque o psicólogo faz um juízo de valor sobre a situação da criança sob a guarda da mãe ("ficará exposta à situação delicada") e, mais gravemente, recomenda a decisão judicial sobre a guarda e a regulamentação de visitas ("o mais indicado é que a filha fique sob a guarda do pai, devendo ser regulamentada a visita com a mãe"). Essa recomendação direta de uma decisão legal (guarda) extrapola a competência do psicólogo, que deve apenas subsidiar a decisão do juiz, e não tomá-la, violando as Resoluções CFP 07/2003 e 08/2010.
(E) Incorreta: Esta é uma recomendação genérica e ética para o bem-estar da criança, no sentido de protegê-la dos conflitos parentais. Não se trata de uma decisão legal específica, mas de uma orientação de conduta para as partes, o que é aceitável no contexto de um laudo.

Fonte: FGV DPGE-RJ 2014 Técnico Superior Especializado em Psicologia (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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