Questão nº 29

Questão de Fisioterapia · FCC TRT23 2022 (nº 29)

FCC2022Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade FisioterapiaFisioterapia
Gabarito: Cver comentário ↓

Em uma paciente com dismenorreia a TENS pode ser aplicada para o controle da dor

Resposta comentada

Gabarito Alternativa C

A TENS (Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea) para a dor menstrual (dismenorreia) funciona aplicando correntes elétricas suaves na pele para modular a percepção da dor, seja bloqueando os sinais nervosos ou estimulando a liberação de analgésicos naturais do corpo. A localização correta dos eletrodos é fundamental para a eficácia do tratamento.

  • (A) Incorreta: A estimulação do nervo tibial não é a abordagem primária para TENS na dismenorreia; embora possa ser usada em algumas condições pélvicas, não é o local mais direto para a dor uterina.
  • (B) Incorreta: O nervo fibular na perna não tem relação direta com a inervação da dor uterina. O nível T8-L2 é muito amplo e menos específico que T10-L1 para a inervação do útero.
  • (C) Correta: A dor da dismenorreia é sentida na região inferior do abdome. A inervação simpática do útero e dos órgãos pélvicos se origina principalmente nos segmentos espinhais T10-L1. Portanto, aplicar TENS diretamente na área da dor (abdome inferior) e/ou sobre os dermátomos correspondentes a T10-L1 na coluna é a abordagem mais eficaz e fisiologicamente correta para modular a dor menstrual.
  • (D) Incorreta: A estimulação do nervo tibial não é o local mais adequado para TENS na dismenorreia.
  • (E) Incorreta: Esta é a alternativa mais tentadora. Embora a região inferior do abdome esteja correta, o nível T8-L2 da coluna é menos específico do que T10-L1. Os segmentos T10-L1 são os mais diretamente relacionados à inervação do útero e à percepção da dor menstrual. T8 pode estar mais associado a órgãos abdominais superiores e L2 pode se estender a áreas menos relevantes para a dismenorreia primária, tornando a opção C mais precisa e eficaz. A armadilha da banca aqui é oferecer uma opção "quase certa", mas que peca na especificidade anatômica e fisiológica dos segmentos espinhais envolvidos na dor uterina.

Fonte: FCC TRT23 2022 Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade Fisioterapia (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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