Questão nº 35

Questão de Odontologia · FCC TRT18 2022 (nº 35)

FCC2022Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade OdontologiaOdontologia
Gabarito: Bver comentário ↓

Paciente com 35 anos de idade, sexo masculino, relata ter sido submetido a procedimento cirúrgico para extração dos dentes 45 e 46 por razões protéticas, no dia anterior ao da consulta.


O paciente refere sintomas compatíveis com parestesia, cuja etiologia está associada a alguns fatores, como:

I. Injeção rápida da solução anestésica.

II. Uso da solução anestésica articaína a 4% com epinefrina a 1:100.000.

III. Uso de anestésico com vasoconstritor fenilefrina a 1:2.500 em quantidade superior a 4 tubetes.

IV. Hemorragia ao redor da bainha de mielina provocada pelo procedimento anestésico.

V. Trauma provocado pelo bisel da agulha forçado de encontro ao osso durante o procedimento anestésico.

Está correto o que se afirma APENAS em

Resposta comentada

Gabarito Alternativa B

A parestesia pós-anestésica é uma sensação alterada (como dormência, formigamento ou queimação) que persiste por um tempo prolongado após o efeito esperado da anestesia local, geralmente indicando algum tipo de dano ou irritação ao nervo.

  • (A) Incorreta: A injeção rápida da solução anestésica (I) está mais associada a dor durante a injeção e risco de toxicidade sistêmica, não sendo uma causa primária e direta de parestesia persistente por dano neural. O uso de fenilefrina (III) não é comum em anestesia odontológica e o vasoconstritor em si não é uma causa direta de parestesia.
  • (B) Correta: A articaína a 4% (II) é um anestésico que, devido à sua concentração, tem sido associada a uma maior incidência de parestesia, especialmente em bloqueios mandibulares, por potencial neurotoxicidade. Hemorragia ao redor da bainha de mielina (IV) pode causar compressão e inflamação do nervo, levando a danos e parestesia. Trauma provocado pelo bisel da agulha (V), como o contato direto ou a laceração do nervo, é uma das causas mais comuns de parestesia pós-anestésica.
  • (C) Incorreta: A injeção rápida (I) não é uma causa primária de parestesia.
  • (D) Incorreta: A injeção rápida (I) e o uso de fenilefrina (III) não são causas diretas de parestesia.
  • (E) Incorreta: O uso de fenilefrina (III) não é uma causa direta de parestesia.

Armadilha da banca na alternativa A (e D): A injeção rápida (I) pode, em casos extremos, contribuir indiretamente para trauma tecidual, mas não é considerada uma causa direta e primária de parestesia persistente por dano neural, como são o trauma direto da agulha ou a neurotoxicidade de certos anestésicos. A banca tenta confundir com fatores que podem gerar desconforto ou outros problemas, mas não necessariamente parestesia.

Fonte: FCC TRT18 2022 Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade Odontologia (Caderno Tipo 001). Reproduzida para fins de estudo.

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