Questão nº 38
Questão de Legislação · FCC SPPREV 2019 (nº 38)
Considere que Pedro, militar da reserva remunerada do Estado de São Paulo, faleceu. Joana, que vivia em união estável com Pedro havia dois anos, requereu, administrativamente, o recebimento do benefício da pensão. O requerimento de Joana, nos termos do disposto na Lei nº 1.013, de 2007, será
- Aindeferido, pois, para fins de recebimento de pensão, é dependente do militar o cônjuge, não o companheiro, mesmo que não estivesse na constância do casamento na data do óbito.
- Bindeferido, pois, para fins de recebimento de pensão, são dependentes do militar os filhos, não o companheiro ou o cônjuge, desde que comprovadamente vivam sob dependência econômica do militar.
- Cdeferido, desde que Joana comprove que vivia, à época do falecimento, sob dependência econômica do militar.
- Ddeferido, desde que Joana comprove a união estável e sua constância à época do falecimento de Pedro, independentemente da comprovação de dependência econômica. (alternativa correta)
- Edeferido, desde que Joana comprove, além da união estável, ter filho de Pedro menor de 21 anos e não emancipado.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa D
Para receber a pensão por morte, a pessoa precisa ser considerada dependente do falecido pela lei. No caso de união estável, a legislação previdenciária moderna geralmente a equipara ao casamento, presumindo a dependência econômica do companheiro(a) uma vez comprovada a união.
- (A) Incorreta: A legislação previdenciária brasileira, incluindo a Lei nº 1.013/2007 de São Paulo, reconhece a união estável como entidade familiar para fins de pensão por morte, equiparando o companheiro(a) ao cônjuge.
- (B) Incorreta: Cônjuges e companheiros são dependentes prioritários para fins de pensão por morte, não sendo apenas os filhos os dependentes.
- (C) Incorreta: Esta é a armadilha. Para o companheiro(a) (ou cônjuge), a dependência econômica é presumida uma vez comprovada a existência da união estável. Não é necessário provar a dependência econômica separadamente como uma condição adicional, ao contrário do que ocorre com outros tipos de dependentes (como pais ou irmãos). A prova da união estável já subentende essa dependência.
- (D) Correta: O requerimento será deferido se Joana comprovar a existência e a constância da união estável com Pedro na data do óbito. Para o companheiro(a), a comprovação da união estável é suficiente para a concessão da pensão, independentemente da comprovação de dependência econômica específica, pois esta é presumida pela própria natureza da união.
- (E) Incorreta: Ter filhos em comum pode ser um dos meios de provar a união estável, mas não é um requisito obrigatório para que o companheiro(a) receba a pensão. A prova da união estável por si só é o que importa.
Fonte: FCC SPPREV 2019 Técnico em Gestão Previdenciária (Caderno Tipo 001). Reproduzida para fins de estudo.