Questão nº 32
Questão de Engenharia Florestal · FCC AGED-MA 2018 (nº 32)
Atualmente, cerca de 500 espécies de pragas quarentenárias apresentam potencial para causar danos significativos à agricultura brasileira. Delas, 221 já ocorrem em pelo menos um país da América do Sul [...]. Para viabilizar métodos e tecnologias para reduzir os riscos de entrada e dispersão e os impactos econômicos dessas pragas quarentenárias no País, foi organizado um Arranjo para Prevenção e Manejo de Pragas Quarentenárias, pela Embrapa, iniciado em 2016, abrangendo um conjunto de 40 projetos, sendo os eixos de atuação:
- AI. Conhecimento: obtenção de informações sobre as pragas quarentenárias. II. Priorização: estabelecimento de método que permita priorizar, entre as pragas quarentenárias vigentes, aquelas que serão alvo de ações de detecção, contenção e/ou mitigação. III. Detecção: desenvolvimento de metodologias e técnicas de identificação rápida para agilizar a detecção precoce de pragas. IV. Mitigação: busca por métodos e ações para minimizar os impactos de pragas quarentenárias pós-entrada e erradicação da praga-alvo. (alternativa correta)
- BI. Inteligência quarentenária, com uso de técnicas para evitar que uma praga invada e se dissemine em uma região. II. Técnicas avançadas de melhoramento aplicadas à sanidade vegetal. III. Visão multitrófica dos agroecossistemas, que considera a complexa interação entre as plantas e outras espécies de seres vivos e toda a diversidade incluída em cada situação. IV. Manejo em paisagens agrícolas.
- CI. As pragas quarentenárias que, mesmo sob controle permanente, constituem ameaça à economia agrícola de um país ou região. II. A presença delas em determinado local pode comprometer a comercialização de produtos e implicam no impedimento de exportações. III. A Região Norte é a principal porta de entrada das pragas quarentenárias no Brasil. IV. Há pelo menos 66 pragas quarentenárias ausentes (ainda não detectadas em solo brasileiro) já estabelecidas nos países que compõem a Bacia Amazônica, algumas com alto risco de entrada pela Região.
- DI. Aperfeiçoar e promover sistemas, cadeias e arranjos produtivos locais. II. Promover a melhoria da qualidade ambiental. III. Aumentar a apropriação dos processos de desenvolvimento pelas comunidades. IV. Integrar ações e políticas públicas para o meio rural.
- EI. Programas de defesa agropecuária. II. Caravana Embrapa de alerta às ameaças fitossanitárias: Fase I e Fase II. III. Programa Nacional de Melhoramento Preventivo (Agropreventivo). IV. Portfólios de Projetos de Pesquisa em Sanidade Vegetal e em Sanidade Animal.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa A
Conceito-chave: O arranjo da Embrapa para pragas quarentenárias (aquelas que ainda não existem ou são limitadas no Brasil, mas que podem causar grande dano se entrarem) funciona como um ciclo de gestão de risco: primeiro eu conheço o inimigo, depois priorizo quais são os mais perigosos, então detecto rápido se ele chegou e, por fim, mitigo (reduzo) o dano se ele já estiver aqui. É a lógica de "conhecer para agir".
- (A) Correta: É exatamente o gabarito: os quatro eixos (Conhecimento, Priorização, Detecção e Mitigação) formam o ciclo lógico completo de defesa fitossanitária, da informação à ação de contenção/erradicação.
- (B) Incorreta: A armadilha está em "técnicas avançadas de melhoramento" e "visão multitrófica": isso é pesquisa básica de longo prazo, mas o arranjo de 2016 é focado em ação imediata contra pragas específicas (vigilância, priorização e resposta), não em melhoramento genético.
- (C) Incorreta: Descreve definições e fatos sobre pragas quarentenárias (como a porta de entrada pela Região Norte), mas isso é contexto do problema, não os eixos de atuação do arranjo. A banca tenta confundir "o que é" com "o que fazer".
- (D) Incorreta: Fala de desenvolvimento local e políticas públicas para o meio rural, que é um tema genérico de extensão rural, mas não tem relação com o manejo fitossanitário de pragas quarentenárias.
- (E) Incorreta: Cita programas e portfólios existentes (como Caravana Embrapa), mas isso são instrumentos/estratégias, não os quatro eixos temáticos do arranjo. A pegadinha é trocar "meios" por "fins" (os eixos são áreas de conhecimento/ação, não nomes de projetos).
Fonte: FCC AGED-MA 2018 Fiscal Estadual Agropecuário - Engenheiro Florestal (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.