Questão nº 37

Questão de Tecnologia da Informação · CEBRASPE SEFAZ-RJ Auditor 2025 - Específicos I (nº 37)

CEBRASPE2025Auditor Fiscal da Receita EstadualTecnologia da Informação
Gabarito: Cver comentário ↓

Um analista forense coletou um arquivo de um servidor suspeito e calculou seu hash SHA-256 antes e após a transferência, tendo obtido o mesmo valor:

hash original: `a1b2c3d4e5f6...`
hash após transferência: `a1b2c3d4e5f6...`

Ao abrir o arquivo, o analista verificou que parte do conteúdo estava corrompida, embora o tamanho do arquivo e os metadados permanecessem inalterados.

Nessa situação hipotética, conforme os procedimentos forenses padrão, o referido analista deverá

Resposta comentada

Gabarito Alternativa C

Conceito-chave: O hash (como SHA-256) é uma “impressão digital” que prova que os bytes do arquivo não mudaram entre a coleta e a análise. Mas ele não prova que o arquivo estava íntegro no servidor original — ou seja, o hash garante a cadeia de custódia (não foi alterado no caminho), não a validade do conteúdo (pode já estar corrompido na origem).

  • (A) Incorreta: O hash igual apenas confirma que a transferência foi fiel; a corrupção interna indica que o arquivo original já estava danificado, então a autenticidade do conteúdo não está comprovada.
  • (B) Incorreta: Trocar para MD5 (mais fraco) não resolve nada — o problema não é o algoritmo, e sim que o arquivo coletado está corrompido; repetir o mesmo hash não mudará o resultado.
  • (C) Correta: O analista deve registrar a inconsistência (documentar a corrupção no laudo), coletar novamente o arquivo do servidor (para verificar se a corrupção é persistente ou foi um erro de captura) e comparar os hashes da nova coleta com a anterior, garantindo rastreabilidade e evitando conclusões precipitadas.
  • (D) Incorreta: Descartar a evidência sem investigar a causa é antiético e viola o princípio da preservação; a corrupção pode ser relevante (ex.: malware que corrompeu o arquivo) e deve ser analisada.
  • (E) Incorreta: O hash inalterado só prova que o arquivo não foi modificado durante a transferência; a corrupção interna invalida a confiabilidade do conteúdo, então a evidência não pode ser considerada válida sem nova coleta.

Armadilha da banca: A pegadinha está na letra (E) — muitos alunos confundem “hash igual” com “arquivo íntegro”. O hash é uma função criptográfica que detecta qualquer mudança de bit; se ele é igual, os bits são idênticos. Mas isso não diz nada sobre se os bits originais já estavam corrompidos. A banca testa exatamente essa distinção entre integridade de transferência (hash) e validade do conteúdo (análise do arquivo).

Fonte: CEBRASPE SEFAZ-RJ Auditor 2025 - Específicos I Auditor Fiscal da Receita Estadual (Caderno Conhecimentos Específicos I). Reproduzida para fins de estudo.

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