Questão nº 38
Questão de Tecnologia da Informação · CEBRASPE SEFAZ-RJ Auditor 2025 - Específicos I (nº 38)
Acerca das técnicas antiforenses, assinale a opção correta.
- AA esteganografia em imagens JPEG é detectável com 100% de precisão com o uso de assinaturas estatísticas, ainda que sejam utilizados algoritmos avançados, como o F5.
- BO TrueCrypt, apesar de descontinuado, ainda é considerado seguro para a criptografia de discos devido à implementação de algoritmos pós-quânticos, que resistem a ataques de computadores quânticos.
- CO sistema de arquivos Rubberhose foi projetado para fornecer negação plausível por meio de criptografia, o que permite a existência — não provada sem a chave — de múltiplos volumes ocultos. (alternativa correta)
- DO apagamento seguro é suficiente para impedir a recuperação de dados em SSD modernos, pois ignora o wear-leveling.
- EA criptografia homomórfica é técnica antiforense eficaz para evitar a detecção de conteúdo durante análises dinâmicas, visto que permite operações com dados criptografados sem descriptografá-los.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa C
Conceito-chave: Antiforense é tudo o que o criminoso usa para atrapalhar a investigação digital. A negação plausível é a técnica mais poderosa: você permite que o investigador encontre dados, mas não consegue provar que existem outros dados escondidos, porque sem a chave correta, o que está oculto parece lixo aleatório.
- (A) Incorreta: A esteganografia (esconder uma mensagem dentro de outra, tipo dentro de um JPEG) não é detectada com 100% de precisão; o algoritmo F5 foi criado justamente para burlar assinaturas estatísticas, então a detecção é probabilística e falha.
- (B) Incorreta: O TrueCrypt foi descontinuado e não usa algoritmos pós-quânticos (que resistem a computadores quânticos); ele usa AES, Serpent e Twofish, que são clássicos e vulneráveis a ataques quânticos futuros.
- (C) Correta: O Rubberhose (e seu sucessor conceitual, o TrueCrypt) usa criptografia com negação plausível: ele cria múltiplos volumes ocultos, e sem a chave correta de cada um, o investigador não consegue provar que eles existem, pois os dados parecem aleatórios.
- (D) Incorreta: Em SSDs, o wear-leveling (técnica que distribui gravações para desgastar o disco uniformemente) espalha dados por todo o chip, então o apagamento seguro não é suficiente; cópias de dados antigos podem permanecer em células não sobrescritas.
- (E) Incorreta: A criptografia homomórfica permite operar sobre dados criptografados sem descriptografar, mas isso é usado para privacidade em nuvem, não como técnica antiforense para evitar detecção em análises dinâmicas (que analisam o comportamento em execução, não o conteúdo estático).
Armadilha da banca na (E): Ela mistura dois conceitos avançados (criptografia homomórfica e antiforense) para parecer sofisticada. O aluno que sabe o que é homomórfica acha que é "moderna e eficaz", mas ela não serve para esconder evidência de atividade (como logs de execução ou tráfego de rede), que é o foco da análise dinâmica. A banca testa se você sabe que antiforense é sobre ocultar existência, não sobre processar dados criptografados.
Fonte: CEBRASPE SEFAZ-RJ Auditor 2025 - Específicos I Auditor Fiscal da Receita Estadual (Caderno Conhecimentos Específicos I). Reproduzida para fins de estudo.