Questão nº 49
Questão de História do Brasil · CEBRASPE IRBR 2025 (nº 49)
Estruturas sociais e políticas criadas no período colonial e mantidas em grande parte pelo regime monárquico não foram combatidas pela elite oligárquica republicana que ajudou a derrubar a Monarquia, pois, em grande parte, ela mesma se beneficiava dessas estruturas arcaicas.
Marcos Napolitano. História do Brasil República: da queda da Monarquia ao fim do Estado Novo. São Paulo: Contexto, 2017, p.8 (com adaptações).
Tendo o fragmento de texto acima como referência inicial, julgue os itens subsequentes, acerca do processo histórico brasileiro relativo à colonização, ao Império e à República.
O último expressivo acontecimento do Império foi a abolição da escravidão, em 1888, decisão que não rompia com as estruturas coloniais de exploração do trabalho e de discriminação, uma vez que não foi acompanhada de medidas que efetivamente propiciassem a incorporação dos antigos escravos à cidadania, o que explica, em larga medida, a manutenção do quadro de exclusão e desigualdade que se arrastou no período republicano.
Resposta comentada
A Lei Áurea (1888) libertou os escravizados, mas não criou políticas de inclusão social — como acesso à terra, à educação ou ao trabalho remunerado. Sem essas medidas, os libertos continuaram marginalizados, e a desigualdade herdada da colônia se manteve na República, beneficiando a mesma elite agrária que derrubou a Monarquia.
- Correta: Certo. A abolição foi uma ruptura jurídica, não social: sem terra, escola ou cidadania efetiva, o ex-escravizado seguiu excluído, e a elite republicana preservou as estruturas arcaicas de exploração e discriminação.
Fica de olho: a banca costuma trocar "não rompia com as estruturas coloniais" por "rompeu definitivamente com a ordem escravista e promoveu a cidadania plena dos libertos" — aí o item vira Errado, porque a abolição não veio acompanhada de reformas sociais inclusivas.
Fonte: CEBRASPE IRBR 2025 Diplomata (Terceiro Secretário). Reproduzida para fins de estudo.