Questão nº 72

Questão de Enfermagem · FGV TRF1 2024 (nº 72)

FGV2024Técnico Judiciário - EnfermagemEnfermagem
Gabarito: Cver comentário ↓

Considerando os cuidados de enfermagem a uma paciente vítima
de acidente vascular cerebral isquêmico que será submetida a
trombólise, deve-se:

Resposta comentada

Gabarito Alternativa C

O tratamento de trombólise para o AVC isquêmico (quando um coágulo bloqueia uma artéria do cérebro) é uma corrida contra o tempo para dissolver o coágulo. Os cuidados de enfermagem são cruciais para a segurança do paciente, especialmente para evitar sangramentos graves, como no cérebro.

  • A) Incorreta: A verificação da glicemia capilar é fundamental, mas a frequência de 2/2h (a cada duas horas) pode variar. Inicialmente, pode ser mais frequente (ex: de hora em hora) e, se estável, menos frequente. Não é o cuidado mais específico ou prioritário em relação à segurança da trombólise como o controle pressórico.
  • B) Incorreta: Manter a saturação de oxigênio ≥ 90% é um cuidado geral importante para qualquer paciente crítico, mas não é o mais específico ou crítico para a segurança da trombólise em si, a menos que o paciente esteja hipoxêmico.
  • (C) Correta: Manter a Pressão Arterial Sistólica (PAS) entre 160 e 180 mmHg é um cuidado essencial e específico para pacientes submetidos à trombólise. Um controle rigoroso da pressão arterial é vital para prevenir o sangramento intracraniano (hemorragia cerebral), a complicação mais temida da trombólise, enquanto ainda garante perfusão cerebral adequada. As diretrizes recomendam manter a PAS abaixo de 180 mmHg e a PAD (Pressão Arterial Diastólica) abaixo de 105 mmHg nas primeiras 24 horas após a trombólise.
  • D) Incorreta: Armadilha da banca! Administrar heparina (um anticoagulante) durante a terapia trombolítica é uma contraindicação absoluta e extremamente perigosa. A combinação de um trombolítico (que dissolve coágulos) com um anticoagulante aumenta drasticamente o risco de sangramento grave, especialmente hemorragia intracraniana. Anticoagulantes são geralmente evitados por pelo menos 24 horas após a trombólise.
  • E) Incorreta: A passagem de sonda vesical é um procedimento invasivo que aumenta o risco de infecção urinária e, em pacientes pós-trombólise, também aumenta o risco de sangramento. Deve ser evitada a menos que haja uma indicação clínica clara e inadiável (ex: retenção urinária, necessidade de controle rigoroso de balanço hídrico em paciente instável). Não é uma prática rotineira após a infusão do trombolítico.

Fonte: FGV TRF1 2024 Técnico Judiciário - Enfermagem (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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