Questão nº 17
Questão de Língua Portuguesa · FGV TJSC 2018 (nº 17)
Texto 2:
Inteligência e sabedoria não são a mesma coisa. Entretanto, na linguagem cotidiana, usamos os dois termos indistintamente. Vivemos em uma sociedade onde a eficiência e os resultados são valorizados. Aparentemente, apenas os mais inteligentes estão destinados a obter sucesso. No entanto, apenas os sábios conseguem uma felicidade autêntica. Eles são guiados por valores e preocupados em fazer uso da bondade, aplicando uma visão mais otimista à vida.
Se procurarmos agora no dicionário o termo sabedoria, será encontrada uma definição simples: a faculdade das pessoas de agir de maneira sensata, prudente ou correta. Sendo assim, a primeira pergunta que vem à mente é: a inteligência não nos dá a capacidade de nos movimentarmos no nosso dia a dia da mesma maneira? Um QI médio ou alto não nos garante a capacidade de tomar decisões acertadas?
É claro que sim. Também é claro que quando falamos de inteligência surgem diferentes nuances. Por isso, o tipo de personalidade e a maturidade emocional são fatores que influenciam mais concretamente as realizações das pessoas. Isso também é verdadeiro em relação à capacidade de investir mais ou menos em seu próprio bem-estar e no dos outros.
Em vista disso, inteligência e sabedoria são dois conceitos interessantes. Assim, poderemos ter uma ideia mais precisa e útil do que realmente são. Afinal, se queremos algo, além de ter um alto QI, é necessário desenvolver uma sabedoria excepcional e moldar uma personalidade virtuosa. Isso vai um passo além do cognitivo e do emocional.
“A verdadeira sabedoria está em reconhecer a própria ignorância.” Sócrates.Disponível em https:amentemaravilhosa.com.br/inteligencia-e-sabedoria/
“Em vista disso, inteligência e sabedoria são dois conceitos interessantes. Assim, poderemos ter uma ideia mais precisa e útil do que realmente são. Afinal, se queremos algo, além de ter um alto QI, é necessário desenvolver uma sabedoria excepcional e moldar uma personalidade virtuosa. Isso vai um passo além do cognitivo e do emocional”.
O termo que NÃO possui antecedente no texto 2 é:
- Adisso;
- Bdois conceitos;
- Cque;
- Dalgo; (alternativa correta)
- EIsso.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa D
Conceito-chave: Coesão referencial anafórica é quando um termo (pronome, advérbio, etc.) "aponta" para trás no texto, retomando uma ideia ou palavra já dita. Para ser anafórico, o termo precisa ter um antecedente explícito no texto; se ele não retoma nada, não é anáfora.
- (A) Incorreta: "disso" retoma toda a ideia anterior (a discussão sobre inteligência, sabedoria e seus efeitos), então tem antecedente.
- (B) Incorreta: "dois conceitos" é uma expressão que resume e retoma "inteligência e sabedoria", citadas no início do texto.
- (C) Incorreta: o "que" é um pronome relativo que retoma "ideia" (antecedente imediato), funcionando como anafórico.
- (D) Correta: "algo" é um termo vago e genérico, sem referente específico no texto; ele não retoma nenhuma palavra ou ideia anterior, apenas introduz uma noção indefinida (o que queremos alcançar). Armadilha da banca: muitos alunos confundem "algo" com "Isso" (E), mas "Isso" retoma a frase anterior inteira ("desenvolver sabedoria e moldar personalidade"), enquanto "algo" não aponta para nada concreto — é um pronome indefinido, não anafórico.
- (E) Incorreta: "Isso" (com I maiúsculo) retoma a ação de "desenvolver uma sabedoria excepcional e moldar uma personalidade virtuosa", sendo claramente anafórico.
Fonte: FGV TJSC 2018 Conhecimentos Comuns (Superior (Raciocínio Lógico)) (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.