Questão nº 7

Questão de Língua Portuguesa · FGV TJSC 2018 (nº 7)

FGV2018Comum Superior (Raciocínio Lógico)Língua Portuguesa
Gabarito: Aver comentário ↓

Texto 2:
Inteligência e sabedoria não são a mesma coisa. Entretanto, na linguagem cotidiana, usamos os dois termos indistintamente. Vivemos em uma sociedade onde a eficiência e os resultados são valorizados. Aparentemente, apenas os mais inteligentes estão destinados a obter sucesso. No entanto, apenas os sábios conseguem uma felicidade autêntica. Eles são guiados por valores e preocupados em fazer uso da bondade, aplicando uma visão mais otimista à vida.
Se procurarmos agora no dicionário o termo sabedoria, será encontrada uma definição simples: a faculdade das pessoas de agir de maneira sensata, prudente ou correta. Sendo assim, a primeira pergunta que vem à mente é: a inteligência não nos dá a capacidade de nos movimentarmos no nosso dia a dia da mesma maneira? Um QI médio ou alto não nos garante a capacidade de tomar decisões acertadas?
É claro que sim. Também é claro que quando falamos de inteligência surgem diferentes nuances. Por isso, o tipo de personalidade e a maturidade emocional são fatores que influenciam mais concretamente as realizações das pessoas. Isso também é verdadeiro em relação à capacidade de investir mais ou menos em seu próprio bem-estar e no dos outros.
Em vista disso, inteligência e sabedoria são dois conceitos interessantes. Assim, poderemos ter uma ideia mais precisa e útil do que realmente são. Afinal, se queremos algo, além de ter um alto QI, é necessário desenvolver uma sabedoria excepcional e moldar uma personalidade virtuosa. Isso vai um passo além do cognitivo e do emocional.
“A verdadeira sabedoria está em reconhecer a própria ignorância.” Sócrates.

Disponível em https:amentemaravilhosa.com.br/inteligencia-e-sabedoria/


“Inteligência e sabedoria não são a mesma coisa”.
Essa frase tem a função textual de:

Resposta comentada

Gabarito Alternativa A

Conceito-chave: A função textual de uma frase é o papel que ela exerce na organização do texto. A frase inicial de um texto, geralmente, serve para apresentar o tema que será desenvolvido, funcionando como um ponto de partida, sem a obrigação de já explicar ou defender a ideia naquele momento.

  • (A) Correta: A frase é a abertura temática do texto: ela apresenta o assunto central (a diferença entre inteligência e sabedoria) e, como é a primeira frase, ainda não explica ou justifica a afirmação, apenas a introduz para o leitor.
  • (B) Incorreta: A frase não anuncia uma "questão a ser resolvida" (como uma pergunta ou um problema a ser solucionado), mas sim uma declaração inicial que serve de gancho para o desenvolvimento do tema.
  • (C) Incorreta: Não há marcas de interação direta com o leitor (como "vamos pensar" ou "imagine"), e a frase é uma constatação do autor, não um convite explícito à reflexão conjunta.
  • (D) Incorreta: Embora desperte curiosidade, a função primária e mais específica aqui é estrutural (introduzir o tema), e não apenas um recurso de entretenimento ou chamariz. A banca considera essa função secundária, não a principal.
  • (E) Incorreta: O texto não trata de uma "questão polêmica" no campo da psicologia, mas de uma distinção conceitual comum (linguagem cotidiana), e a frase não se apresenta como um posicionamento diante de um debate acadêmico, mas como uma premissa inicial.

Armadilha da banca (distrator D): A letra D é a mais tentadora porque a frase realmente chama a atenção. Porém, a banca quer que você perceba a função organizacional (introduzir o tema) em vez da função persuasiva ou de entretenimento. A pegadinha está em confundir "efeito" (despertar interesse) com "função textual" (papel na estrutura do texto).

Fonte: FGV TJSC 2018 Conhecimentos Comuns (Superior (Raciocínio Lógico)) (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

Continue estudando

Estudar é izi

Pratique milhares de questões como esta, de graça, com explicação e gamificação no Quizinho.

Estudar de graça no Quizinho