Questão nº 67
Questão de Legislação Específica · FGV TCE-TO 2022 (nº 67)
Morgana é servidora pública estável do Estado do Tocantins, está na 30ª semana de gestação e apresentou requerimento de licença-maternidade.
Nessa situação, é correto afirmar que:
- Aa licença-maternidade somente poderá ser concedida a partir da 32ª semana de gestação, salvo prescrição médica recomendando o seu gozo imediato; (alternativa correta)
- Ba licença-maternidade terá duração de cento e oitenta dias, salvo prescrição médica recomendando prazo maior;
- Cpara amamentar o próprio filho, até a idade de 6 meses, a servidora lactante terá direito, durante a jornada de trabalho, a três períodos de meia hora de descanso;
- Dno caso de aborto, comprovado por atestado médico homologado pela Junta Médica Oficial do Estado, a servidora terá direito a vinte dias de repouso remunerado;
- Eno caso de natimorto ou neomorto, a servidora tem direito a sessenta dias de licença, a contar da data do parto, salvo prescrição médica recomendando prazo maior.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa A
A licença-maternidade para servidoras públicas tem um período fixo de duração e uma data específica para começar, que pode ser antecipada em casos especiais, garantindo o direito à mãe e ao bebê.
(A) Correta: A legislação específica do Estado do Tocantins estabelece que a licença-maternidade pode ser concedida a partir da 32ª semana de gestação, salvo se houver uma prescrição médica que recomende o seu início imediato antes desse período. Como Morgana está na 30ª semana, ela ainda não atingiu o marco legal para o início automático, a menos que seu médico ateste a necessidade de antecipação.
(B) Incorreta: A licença-maternidade tem duração de cento e oitenta dias, mas não há previsão legal para que uma prescrição médica recomende um prazo maior de licença, apenas para antecipar o seu início. A duração é fixa por lei.
(C) Incorreta: Para amamentar o próprio filho até os 6 meses de idade, a servidora lactante tem direito a dois períodos de meia hora de descanso durante a jornada de trabalho, e não três períodos. Essa é uma pegadinha comum, alterando o número de períodos.
(D) Incorreta: No caso de aborto atestado por médico oficial (e homologado pela Junta Médica Oficial), a servidora terá direito a trinta dias de repouso remunerado, e não vinte dias.
(E) Incorreta: Em caso de natimorto (bebê que nasce sem vida) ou neomorto (bebê que morre logo após o nascimento), a servidora tem direito a trinta dias de licença, e não sessenta dias, sendo submetida a exame médico após esse período para verificar sua aptidão para retornar ao trabalho.
Fonte: FGV TCE-TO 2022 Assistente de Controle Externo - Nível Médio (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.