Questão nº 50

Questão de Ortopedia e Traumatologia · FGV PMAC 2023 (nº 50)

FGV20232º Ten - Médico Ortopedista e TraumatologistaOrtopedia e Traumatologia
Gabarito: Cver comentário ↓

Em relação à epifisiolise, é correto afirmar que

Resposta comentada

Gabarito Alternativa C

A epifisiólise proximal do fêmur (SCFE) é uma condição em que a cabeça do fêmur (a parte superior do osso da coxa) escorrega da sua base, a epífise, que é a placa de crescimento. Essa separação ocorre na placa de crescimento e é como se a "bolinha" do fêmur escorregasse do "cone".

A) Incorreta: Os riscos de osteonecrose (morte do tecido ósseo por falta de irrigação sanguínea) mencionados são excessivamente altos e não correspondem aos dados da literatura para fixação. O risco em estáveis é muito baixo (geralmente <5%), e em instáveis, embora maior (20-50%), 60% é um valor no limite superior ou exagerado, e a fixação com dois parafusos não é o fator principal para esse risco, mas sim a instabilidade inicial.
B) Incorreta: A definição de epifisiólise instável é justamente a incapacidade de o paciente suportar peso na perna afetada. Se ele consegue deambular sem auxílio, a lesão é considerada estável. Esta alternativa inverte o conceito.
(C) Correta: A epifisiólise é considerada estável quando o paciente consegue suportar peso na perna afetada, mesmo que com dor e necessitando de auxílio (como muletas). A capacidade de deambular, mesmo que com apoio, é o critério chave para classificá-la como estável.
D) Incorreta: A redução anatômica agressiva (especialmente aberta) em casos crônicos ou crônicos agudizados, mesmo que moderados, é geralmente evitada devido ao alto risco de osteonecrose. O tratamento padrão para a maioria das epifisiólises é a fixação in situ (no local onde está) com um parafuso, e a redução, se feita, é geralmente fechada e suave para minimizar o risco de complicações.
E) Incorreta: Mesmo as epifisiólises leves (segundo Southwick) têm indicação de tratamento cirúrgico (fixação in situ com parafuso) para prevenir a progressão do escorregamento e reduzir o risco de complicações a longo prazo, como osteoartrite e condrólise (destruição da cartilagem articular). O tratamento conservador não é indicado e não impede o risco de condrólise; na verdade, a falta de estabilização pode levar à progressão da doença e, consequentemente, a um maior risco de complicações.

Fonte: FGV PMAC 2023 2º Ten - Médico Ortopedista e Traumatologista (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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