Questão nº 55
Questão de Neurologia · FGV PM-AM 2021 (nº 55)
FGV2021Oficial da PM - Médico NeurologistaNeurologia
Gabarito: Ever comentário ↓
O tratamento (continuado) com fármaco antiepilético não é indicado quando
- Ahouve duas ou mais crises epiléticas não provocadas.
- Bocorreu crise epilética única mas há alteração no eletroencefalograma e/ou na neuroimagem.
- Ca persistência das crises epilépticas puder levar a consequências danosas.
- Do risco de recorrência da crise epiléptica for maior que 60%.
- Ea crise epiléptica foi sintomática, aguda, com causa identificada, e tem risco de recorrência menor que 10%. (alternativa correta)
Resposta comentada
Gabarito Alternativa E
O tratamento contínuo com medicamentos antiepilépticos (MAE) é indicado principalmente para prevenir novas crises em pessoas com alto risco de recorrência ou com diagnóstico de epilepsia. A decisão de iniciar o tratamento depende da avaliação do risco de ter mais crises e das possíveis consequências.
- A) Incorreta: Duas ou mais crises epilépticas não provocadas definem o diagnóstico de epilepsia, para a qual o tratamento contínuo com MAE é geralmente indicado.
- B) Incorreta: Uma única crise epiléptica, mas com alterações significativas no eletroencefalograma (EEG) ou na neuroimagem (como lesões cerebrais), indica um alto risco de recorrência (frequentemente >60%), justificando o início do tratamento. A armadilha é focar na "crise única" e ignorar os fatores de alto risco.
- C) Incorreta: Se a persistência das crises pode causar danos graves (lesões, declínio cognitivo, status epilepticus), o tratamento é altamente indicado para proteger o paciente.
- D) Incorreta: Um risco de recorrência superior a 60% (ou 50%, dependendo da diretriz) após uma primeira crise é um critério comum para iniciar o tratamento com MAE.
- (E) Correta: Uma crise epiléptica sintomática aguda (ou provocada) é aquela que ocorre em resposta a um fator agudo e reversível (ex: hipoglicemia grave, AVC agudo, trauma craniano recente). Nesses casos, o foco é tratar a causa subjacente. Se o risco de recorrência de crises não provocadas for baixo (menor que 10%), o tratamento contínuo com MAE geralmente não é indicado, pois a crise não representa uma epilepsia subjacente.
Fonte: FGV PM-AM 2021 Oficial da PM - Médico Neurologista (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.