Questão nº 16
Questão de Língua Portuguesa · FCC TST 2017 (nº 16)
Resistente ao termo “pós-modernidade” (porque falta perspectiva histórica para dar por terminada a modernidade), Bauman dizia: “O que temos é uma versão privatizada da modernidade”.
(Adaptado de: DE QUEROL, Ricardo. Disponível em: brasil.elpais.com)
Uma redação alternativa para o texto acima, em que se mantêm as relações de sentido, está expressa com correção em:
- ABauman demonstrava resistência ao termo “pós-modernidade”, afirmando que o que temos é uma versão privatizada da modernidade, uma vez que falta perspectiva histórica para considerá-la superada. (alternativa correta)
- BBauman resiste ao termo “pós-modernidade”, explicando que falta perspectiva histórica para dar por terminada a modernidade, e afirmou: temos-lhe uma versão privatizada.
- CBauman afirmou que: o que temos é uma versão privatizada da modernidade, embora falte perspectiva histórica para dá-la por terminada, com isso resiste ao termo “pós-modernidade”.
- DAinda que resista ao termo “pós-modernidade”, Bauman explica que lhe falta perspectiva histórica para dar por terminada, afirmando que o que temos é uma versão privatizada da modernidade.
- ESegundo Bauman, que resistia ao termo “pós-modernidade”, pois lhe faltara perspectiva histórica para considerá-la superada, o que temos é uma versão privatizada da mesma.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa A
A reescrita de texto é o processo de reformular uma frase ou parágrafo, mantendo o sentido original e a correção gramatical, mas usando palavras e estruturas diferentes. O objetivo é testar a compreensão da coesão (ligação entre as partes do texto) e da coerência (lógica das ideias).
- (A) Correta: Bauman demonstrava resistência ao termo “pós-modernidade”, afirmando que o que temos é uma versão privatizada da modernidade, uma vez que falta perspectiva histórica para considerá-la superada. Esta alternativa mantém todas as relações de sentido: a resistência de Bauman, o motivo dessa resistência ("uma vez que" = "porque"), e a citação que ele faz. A substituição de "dar por terminada" por "considerá-la superada" é adequada e sinônima.
- (B) Incorreta: O uso de "temos-lhe" está gramaticalmente incorreto e altera o sentido. "Temos-lhe" significaria "nós temos a ele/ela/isso", enquanto o original é "o que temos é" (o que existe é).
- (C) Incorreta: A conjunção "embora" (concessiva) e a expressão "com isso" (conclusiva) alteram a relação de causa e consequência presente no texto original. No original, a falta de perspectiva é a causa da resistência, não uma condição apesar da qual ele afirma algo.
- (D) Incorreta: Esta é a alternativa mais tentadora. O uso de "Ainda que" (concessiva) distorce a relação causal do original (a resistência é porque falta perspectiva, não apesar de faltar). Além disso, "lhe falta perspectiva" sugere que a Bauman falta a perspectiva, e não que a perspectiva histórica em geral está ausente para se dar por terminada a modernidade, como no original.
- (E) Incorreta: A expressão "lhe faltara" (pretérito mais-que-perfeito) é um pouco forçada para o contexto e, assim como em (D), sugere que a Bauman faltava a perspectiva. Além disso, o uso de "da mesma" para retomar "modernidade" é considerado inadequado em contextos formais, devendo ser substituído por "dela" ou pela repetição do substantivo.
Fonte: FCC TST 2017 Analista Judiciário - Área Administrativa (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.