Questão nº 4
Questão de Língua Portuguesa · FCC TST 2017 (nº 4)
Atenção: Para responder às questões de números 1 a 7, considere o texto abaixo.
A coletânea de aforismos que constituem os dois volumes de Humano, demasiado humano*, considerado o marco inicial do segundo período da produção de Nietzsche, é um ajuste de contas definitivo com as ideias fundamentais do sistema filosófico de Schopenhauer. Dedicando o livro à memória do filósofo francês Voltaire e escolhendo como epígrafe uma citação de René Descartes, Nietzsche já o insere simbolicamente na tradição da filosofia das Luzes, caracterizada pela confiança no poder emancipatório da ciência, em seu triunfo contra as trevas da ignorância e da superstição. Não por acaso, portanto, a obra tem como subtítulo* Um livro para espíritos livres*. Se, para o jovem Nietzsche, era a arte – e não a ciência – o que constituía a atividade metafísica do homem, em* Humano, demasiado humano ela é destituída desse privilégio. Fazendo uma referência velada a pressupostos fundamentais da filosofia de Schopenhauer, dos quais partilhara, Nietzsche toma agora o cuidado de se afastar criticamente deles. “Que lugar ainda resta à arte? Antes de tudo, ela ensinou, através de milênios, a olhar com interesse e prazer a vida, em todas as suas formas. Essa doutrina foi implantada em nós; ela vem à luz novamente agora como irresistível necessidade de conhecer. O homem científico é o desenvolvimento do homem artístico”. Se, para o jovem Nietzsche, o aprofundamento do conhecimento científico conduzia à proliferação de um saber erudito e estéril, que sufocava a vida, para o Nietzsche do período intermediário o conhecimento científico torna livre o espírito. Pouco mais tarde, Nietzsche aprofundaria seu novo entendimento relativo ao papel da ciência e à oposição entre esta e a arte. Contrapondo-se àqueles que valorizam apenas a imaginação e as obras-primas do disfarce estético, o filósofo afirma: “eles pensam que a realidade é horrível; contudo, não pensam que o conhecimento até da mais horrível realidade é belo, do mesmo modo que aquele que conhece bastante e amiúde está, por fim, muito longe de considerar horrível o grande todo da realidade, cuja descoberta lhe proporciona sempre felicidade. A felicidade do homem do conhecimento aumenta a beleza do mundo”.
(Adaptado de: GIACOIA JUNIOR, Oswaldo. Nietzsche. São Paulo, Publifolha, 2000, p. 42-46)
... o que constituía a atividade metafísica do homem... (3o parágrafo)
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo do da frase acima está em:
Este texto de apoio vale também pra questão nº 1, questão nº 2, questão nº 3, questão nº 5, questão nº 6, questão nº 7.
- Aque sufocava a vida (alternativa correta)
- Baprofundaria seu novo entendimento
- Cque valorizam apenas a imaginação
- Ddos quais partilhara
- Eela é destituída desse privilégio
Resposta comentada
Gabarito Alternativa A
O Pretérito Imperfeito do Indicativo expressa uma ação que ocorreu no passado de forma contínua, habitual ou que estava em andamento quando outra ação aconteceu.
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Verbo original: constituía (Pretérito Imperfeito do Indicativo)
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(A) Correta: O verbo sufocava está no Pretérito Imperfeito do Indicativo, assim como "constituía".
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(B) Incorreta: O verbo aprofundaria está no Futuro do Pretérito do Indicativo, indicando uma ação futura em relação a um ponto no passado ou uma hipótese.
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(C) Incorreta: O verbo valorizam está no Presente do Indicativo, indicando uma ação atual ou habitual.
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(D) Incorreta: O verbo partilhara está no Pretérito Mais-que-Perfeito do Indicativo, indicando uma ação passada que ocorreu antes de outra ação também passada. Esta é uma armadilha comum, pois ambos são tempos do passado, mas com usos distintos: "partilhara" (ação anterior a outra no passado) é diferente de "constituía" (ação contínua ou habitual no passado).
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(E) Incorreta: O verbo é (do verbo ser) está no Presente do Indicativo.
Fonte: FCC TST 2017 Analista Judiciário - Área Administrativa (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.