Questão nº 19
Questão de Matemática e Raciocínio Lógico-Matemático · FCC TRT2 2018 (nº 19)
Considere as seguintes afirmações:
I. Agnes é atriz ou Bernardo não é diretor.
II. Cíntia é estilista e Dinorá não é cantora.
III. Elivaldo não é segurança ou Fred é assistente.
IV. Se Bernardo é diretor, então Elivaldo não é segurança.
Sabe-se que as afirmações I e IV são falsas e que as afirmações II e III são verdadeiras. Sendo assim, é logicamente VERDADEIRA a alternativa
- ADinorá é cantora ou Agnes é atriz.
- BSe Agnes é atriz, então Elivaldo é segurança. (alternativa correta)
- CFred não é assistente e Cíntia é estilista.
- DSe Bernardo é diretor, então Dinorá é cantora.
- EOu Bernardo não é diretor ou Fred não é assistente.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa B
Para resolver problemas de lógica proposicional, o primeiro passo é determinar o valor de verdade de cada afirmação simples (proposição) a partir das informações dadas sobre as afirmações compostas. Uma proposição pode ser verdadeira (V) ou falsa (F).
1. Atribuir variáveis às proposições simples:
- A: Agnes é atriz
- B: Bernardo é diretor
- C: Cíntia é estilista
- D: Dinorá é cantora
- E: Elivaldo é segurança
- F: Fred é assistente
2. Traduzir as afirmações e seus valores de verdade:
- I. A ou ¬B (Agnes é atriz ou Bernardo não é diretor) - FALSA
- II. C e ¬D (Cíntia é estilista e Dinorá não é cantora) - VERDADEIRA
- III. ¬E ou F (Elivaldo não é segurança ou Fred é assistente) - VERDADEIRA
- IV. B → ¬E (Se Bernardo é diretor, então Elivaldo não é segurança) - FALSA
3. Deduzir os valores de verdade das proposições simples:
-
De I (A ou ¬B é FALSO): Para uma disjunção ("ou") ser falsa, ambas as proposições devem ser falsas.
- A é FALSO (Agnes não é atriz).
- ¬B é FALSO, o que significa que B é VERDADEIRO (Bernardo é diretor).
-
De IV (B → ¬E é FALSO): Para uma condicional ("se...então") ser falsa, o antecedente (primeira parte) deve ser verdadeiro e o consequente (segunda parte) deve ser falso.
- Já sabemos que B é VERDADEIRO (de I). Isso é consistente.
- ¬E deve ser FALSO, o que significa que E é VERDADEIRO (Elivaldo é segurança).
-
De II (C e ¬D é VERDADEIRO): Para uma conjunção ("e") ser verdadeira, ambas as proposições devem ser verdadeiras.
- C é VERDADEIRO (Cíntia é estilista).
- ¬D é VERDADEIRO, o que significa que D é FALSO (Dinorá não é cantora).
-
De III (¬E ou F é VERDADEIRO): Para uma disjunção ("ou") ser verdadeira, pelo menos uma das proposições deve ser verdadeira.
- Sabemos que E é VERDADEIRO (de IV), então ¬E é FALSO.
- Para que a disjunção seja verdadeira, F deve ser VERDADEIRO (Fred é assistente).
Resumo dos valores de verdade deduzidos:
- A: FALSO (Agnes não é atriz)
- B: VERDADEIRO (Bernardo é diretor)
- C: VERDADEIRO (Cíntia é estilista)
- D: FALSO (Dinorá não é cantora)
- E: VERDADEIRO (Elivaldo é segurança)
- F: VERDADEIRO (Fred é assistente)
4. Avaliar as alternativas:
(A) Incorreta: Dinorá é cantora (D é FALSO) ou Agnes é atriz (A é FALSO). FALSO ou FALSO = FALSO.
(B) Correta: Se Agnes é atriz (A é FALSO), então Elivaldo é segurança (E é VERDADEIRO). Uma condicional "Se P, então Q" é VERDADEIRA sempre que P é FALSO, independentemente do valor de Q (FALSO → VERDADEIRO = VERDADEIRO). A armadilha aqui é a intuição de que uma premissa falsa não pode levar a uma conclusão verdadeira, mas na lógica formal, uma premissa falsa torna a condicional verdadeira.
(C) Incorreta: Fred não é assistente (¬F é FALSO, pois F é VERDADEIRO) e Cíntia é estilista (C é VERDADEIRO). FALSO e VERDADEIRO = FALSO.
(D) Incorreta: Se Bernardo é diretor (B é VERDADEIRO), então Dinorá é cantora (D é FALSO). VERDADEIRO → FALSO = FALSO.
(E) Incorreta: Ou Bernardo não é diretor (¬B é FALSO, pois B é VERDADEIRO) ou Fred não é assistente (¬F é FALSO, pois F é VERDADEIRO). Em uma disjunção exclusiva ("ou...ou"), para ser verdadeira, apenas uma das partes pode ser verdadeira. Como ambas são FALSAS, a afirmação é FALSO.
Fonte: FCC TRT2 2018 Conhecimentos Comuns (Apoio TRT2 2018) (Caderno Tipo 001). Reproduzida para fins de estudo.